Londrina - A gerente de responsabilidade social do Hoftalon, Daniela Sikorski, informa que o projeto já atendeu cerca de 1,5 mil crianças de 50 instituições. "Nós registramos ano a ano esses dados porque senão a história se perde", aponta. Segundo ela, aproximadamente 80 crianças estão em tratamento no Hoftalon porque foram diagnosticadas com doenças como o glaucoma pelo projeto Primeiros Olhares.
Gabriel Rodrigues de Moura, de 8 anos, tem hipermetropia, mas seus pais só ficaram sabendo depois que ele foi submetido a um exame realizado na APS Down. A mãe do garoto, Aldrea da Silva Rodrigues, diz que foi uma surpresa, já que nem ela nem o pai possuem problemas de visão. "Mas depois fiquei sabendo que crianças com Síndrome de Down possuem mais propensão a ter problemas na visão. Depois que ele passou a usar óculos, seu comportamento melhorou muito", afirma. Ela conta que o filho tinha dificuldades de enxergar os gestos e que isso atrasou até o desenvolvimento da fala. "Agora ele presta atenção nas coisas, nos programas de TV e quando estamos conversando", ressalta.
Para e tesoureiro da APS Down, Roberto Ariozo, é muito importante para a escola e para a comunidade ter uma parceria como essa. "A maior parte de nossos alunos é carente e as famílias não teriam condições de realizar esses exames rapidamente se não tivessem acesso aqui pelo projeto Primeiros Olhares." (V.O.)

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