Setenta por cento dos presos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) trabalham em uma das quatro oficinas profissionalizantes do local. Segundo avaliação da diretoria da PEL, os resultados da ocupação dos presos são os melhores possíveis. O índice de indisciplina, por exemplo, é considerado insignificante. O relatório mensal mostra que em agosto foram dois casos de indisciplina cometidos pelos detentos. Em setembro, ainda não foi registrado nenhum caso. Ontem a PEL abrigava 364 internos.
Há 252 detentos nas oficinas. Trinta deles trabalham na prestação de serviços para oito empresas e órgãos públicos locais, que fazem parte de um convênio com a PEL desde a inauguração das oficinas. A prestação de serviços inclui costura de bolas esportivas; confecção de redes esportivas; fabricação de cintos e bonés de couro; envelopamento, etiquetagem e postagem de malas diretas.
Outros 135 internos participam da oficina de artesanato fazendo tapetes, cartões, brinquedos de madeira, pelúcia e porcelana, embalagens de presentes e molduras para quadros, entre outros objetos. Os produtos dessa oficina são vendidos nos dias de visita da PEL, quando são expostos em dois estandes no pátio. ‘‘Cada um fabrica e vende por si mesmo. Falta um local para exposição fora da penitenciária, o que facilitaria a comercialização desses produtos’’, diz o diretor da PEL, Francisco Carlos Melatti.
Segundo ele, os presos têm condições de conseguir em média um salário mínimo mensal com o trabalho interno. Alguns, conforme a produção, diz o diretor, lucram até R$ 200,00 mensais.
Os serviços internos da PEL são a quarta oficina profissionalizante. Oitenta e sete detentos são encarregados da barbearia, almoxarifado, cozinha, panificadora e serviços gerais. Na opinião de Melatti, as oficinas têm quatro pontos positivos. O incentivo à ocupação, combatendo a ociosidade é o primeiro deles. A ociosidade, segundo Melatti, é um problema ‘‘sério’’ numa penitenciária.
A remuneração e a remissão da pena são outras vantagens das oficinas. Para cada três dias trabalhados, o detento ganha um dia de remissão na pena. Os presos, ressalta o diretor, têm ainda a oportunidade de aprender um ofício.
A meta da PEL, segundo Melatti, é ocupar 85% dos presos em oficinas. A dificuldade atual é a falta de espaço para ampliar o trabalho. A marcenaria com padrão industrial, por exemplo, só aguarda o lugar para ser montada. A expectativa de Melatti é que os barracões industriais comecem a ser construídos em terreno anexo à PEL, depois da conclusão da Prisão Provisória.
(Edmara Michetti)

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