A jovem Hellencris Santos Araújo, 15 anos, sempre gostou de dançar, e procurou a Guarda Mirim porque desejava participar da oficina de hip hop. A jovem cresceu longe do pai, e há pouco mais de um mês recebeu a notícia de que ele morreu de câncer. Dois meses antes, seu irmão havia sido assassinado. As duas mortes deprimiram a adolescente e é a dança que a tem ajudado a superar essa fase difícil que está vivendo.
Moradora no Jardim Franciscato (Zona Sul), ela revela que conhece vários jovens envolvidos com drogas, mas afirma que não é essa a vida que deseja para si mesma. ''Meu maior sonho é ser dançarina, e vou lutar para isso. Quero dançar e ser feliz.''
Já Willian de Almeida Peloia, 14 anos, encontrou na instituição a oportunidade de aprender a tocar um instrumento musical, participando da fanfarra da Guarda Mirim. ''Sempre gostei de bateria, mas não tinha condições de pagar um curso'', conta. O jovem, que também participa da oficina de maquetes e do curso de auxiliar administrativo, revela que, antes, passava as manhãs na rua ou em casa. ''Gosto daqui porque dá chance de aprender alguma coisa, e é melhor do que ficar na rua'', reconhece.
Morador do conjunto Maria Celina (Zona Norte), ele também não quer saber das drogas. ''Quero fazer faculdade de administração de empresas'', avisa. Para Willian, melhorar de vida é uma decisão pessoal. ''Se a pessoa quiser melhorar aqui é um bom lugar, mas vai depender da cabeça de cada um. Acho que o que influencia muito é o jeito que a pessoa foi educada. Meus pais sempre conversaram comigo, dizendo que o caminho das drogas não vale à pena.'' (A.I.)

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