Oficina ensina a reivindicar direitos
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quinta-feira, 01 de abril de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
O Brasil tem 2.097 escolas indígenas que abrigam 133 mil estudantes. Assim como os demais serviços públicos voltados para essas etnias, o investimento em educação também é desigual para as populações indígenas. Nas escolas das reservas, via de regra, faltam equipamentos, livros e até merenda escolar. Igualar os direitos das crianças indígenas aos das demais é uma das metas de uma série de oficinas organizadas pelo Ministério da Educação (MEC) e Fundação Nacional do Índio (Funai). Uma delas foi encerrada ontem em Londrina.
O encontro reuniu professores indígenas, técnicos da Funai e das secretarias de Educação dos estados das regiões Sul e Sudeste e do estado do Mato Grosso do Sul. No total, o grupo representa uma população de 50 mil indígenas. O objetivo da oficina foi dar subsídios aos professores para que eles possam reivindicar seus direitos. ''O recurso do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério) é tanto para o aluno índio como para o não índio. Mostramos para eles como fazer os cálculos da parte que lhes cabe e onde procurar seus direitos'', afirma a coordenadora geral de educação indígena do MEC, Márcia Moraes Blanc.
Os encontros também pretendem mobilizar os professores a participarem do Censo Escolar, que inicia esse ano. ''É baseado nos dados do censo que o MEC vai distribuir verbas'', reforça Márcia. Outros programas abordados foram o livro didático e merenda escolar.
O presidente da Comissão Nacional de Professores Indígenas (CNPI), Pedro Alves, mestre há 12 anos, afirmou que ''há uma desvalorização muito grande dos municípios e demais órgãos governamentais com relação às escolas indígenas''. O próximo e último encontro será realizado na segunda quinzena de abril, na Bahia.


