Oficina de costura dá oportunidade a mulheres
Trabalho cooperativo, qualidade e preços até 80% abaixo dos praticados pelo mercado: com esta estratégia, um grupo de 15 costureiras do Bairro Novo, em Curitiba, pretende conquistar espaço no mercado de confecção. As futuras empreendedoras, mulheres de baixa renda, estão sendo treinadas pela Oficina de Trabalho da prefeitura. O programa alia aulas teóricas, práticas, suporte para produção e colocação no mercado de trabalho.
Na Oficina, as mulheres podem vivenciar a experiência de trabalhar em grupo, organizar as atividades e distribuir tarefas de acordo com as potencialidades de cada uma. No final do ano passado, por exemplo, fizeram 150 guarda-pós para uma empresa do bairro. Compramos os 300 metros de tecido necessários para a encomenda, distribuímos as tarefas e demos conta do recado, diz a instrutora da oficina, Natair de Cristo.
Sem emprego, com baixa escolaridade, as alunas viram na Oficina de Trabalho uma oportunidade para mudar de vida e conseguir uma fonte de renda. Para cuidar dos dois filhos, um deles portador de deficiência mental, a dona de casa Cândida da Luz Gomes, 44 anos, teve de deixar o emprego de copeira há um ano. Viúva há 4 anos, Cândida, além de receber a pensão de R$ 120,00, reforçava a renda familiar trabalhando como diarista.
No ano passado, Cândida ingressou na Oficina de Costura e está entusiasmada. Em dezembro, recebeu quase R$ 100,00 atendendo a encomendas na oficina. A quantia não é grande, mas deu para fazer uma boa compra de supermercado.
Preço - No que depender de preço, as costureiras têm mercado garantido. Na Oficina de Costura, um blazer com bom acabamento sai por R$ 6,00, incluindo o tecido e feitio. Se o casaco for forrado, o preço sobe para R$ 15,00. Uma calça jeans chega a R$ 8,00, também com tecido, aviamento e mão-de-obra. Durante o período de oficina, as alunas recebem encomendas de moradores do bairro e de confecções.
Mas não é apenas com preços competitivos que as mulheres conseguirão uma posição no mercado para geração de renda e sustento da família. É preciso que agreguem valores ao produto, saibam fazer preço e administrar o negócio. E é justamente para isso que serve o curso de empreendedores que começou esta semana, explica o gerente da área de Geração de Renda da Fundação de Ação Social (FAS), Ronaldo Salgado.
A idéia da Oficina de Trabalho é que a pessoa saia do curso capaz de montar e manter um negócio. Segundo Salgado, no caso da Oficina de Costura, as alunas são donas de casas que ainda não possuem visão de comercialização.





