Oferta de emprego em PG é positiva
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segunda-feira, 21 de maio de 2001
Denise AngeloDe Ponta Grossa 
O índice de emprego em Ponta Grossa, nos três primeiros meses do ano, apresenta um acúmulo positivo de 3,11%. Só este ano na cidade já foram criadas 6.267 novas vagas. Em contrapartida, 4.857 trabalhadores foram desligados de suas funções, resultando um saldo de 1.410 vagas. Os números foram divulgados ontem pelo núcleo local da Unitrabalho, que compõe a Rede Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho. Esse foi o primeiro projeto do núcleo, que pretende continuar pesquisando índices relacionados ao trabalho na região.
Conforme as informações divulgadas ontem, o mês de janeiro foi o que apresentou melhor desempenho este ano, com um saldo de 960 vagas, o que representou um crescimento de 2,14%. Já os meses de fevereiro e março, embora tenham apresentado desempenho positivo, retratam uma redução nas taxas de crescimento. Em fevereiro foi de 0,54% e em março de 0,44%. Ou seja, continuam sendo criadas novas vagas de emprego no mercado formal, porém em números cada vez menores.
A indústria da transformação foi responsável por 64,75% das vagas oferecidas em Ponta Grossa este ano, com destaque para o sub-setor de abate de reses, que empregou 405 novos trabalhadores, e de preparação de produtos de carne, com 350 postos de trabalho. O setor de serviços também se destaca com a oferta de 23,12% do total ofertado em 2001. Já a construção civil apresentou um desempenho negativo de 3,76%. Foram perdidas 53 vagas formais de emprego nesse setor.
O índice de desemprego oficial do município ainda não foi pesquisado pelo núcleo da Unitrabalho. Segundo a coordenadora do grupo, Lúcia Cortes, a dificuldade em pesquisar esse dado está na metodologia. Teríamos que adaptar uma metodologia utilizada por outros municípios para que pudéssemos comparar os dados, explicou. A Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho (Sert) calcula que o índice de desemprego em Ponta Grossa é de cerca de 6% da população economicamente ativa, considerando mercado formal e informal. Quando se trata só do mercado formal, esse índice sobe para 60%.


