Oeste vai ter dez cursos de pedagogia
Paulo Pegoraro
De Cascavel
A exigência feita pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de que todos os professores, inclusive os de pré-escola, tenham formação superior em pedagogia pode resultar na implantação de dez novos cursos no Oeste paranaense, através da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A maior parte destes cursos funcionaria apenas pelo período de formação dos professores - 4 anos -, sendo então desativados à medida que diminuir a demanda por vagas.
A LDB estabelece que até 2007 todos os professores tenham o 3º grau. Em todo o País, 44% dos 1,8 milhão de professores não frequentaram faculdade, o que significa que mais de 800 mil terão que ser diplomados em apenas oito anos. No Oeste paranaense, aproximadamente 3.250 que lecionam até a 4ª série não frequentaram faculdade. A Unioeste tem apenas um curso de pedagogia, em Cascavel, que anualmente oferece 40 vagas. Outras duas instituições particulares também oferecem o curso em Cascavel.
A professora Norma Golfetto, pró-reitora de graduação da Unioeste, relatou ontem que a pretensão é abrir cursos nos outros quatro câmpus da instituição - Toledo, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Francisco Beltrão - e em mais seis cidades-pólo microrregionais - Assis Chateaubriand, Guaíra, Santa Helena, Medianeira, Guaraniaçu e Capitão Leônidas Marques. Os cursos seriam no período noturno.
Segundo Norma Golfetto, o projeto para os dez cursos já recebeu parecer favorável da Secretaria de Ensino Superior, e aguarda parecer do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe), pois haverá necessidade de aporte de recursos. Os gastos não serão significativos, afirma a pró-reitora. Além da estrutura existente nos câmpus, o projeto envolve parceria com os municípios, que entrariam com salas de aula e funcionários.
Também poderão ser aproveitados professores dos extintos cursos técnicos de magistério que ainda permanecem vinculados ao Estado. A Unioeste quer apenas a liberação de carga horária para os professores. Depois de quatro anos, na medida em que a demanda por formação for sendo suprida, a Unioeste manteria os cursos em seus câmpus, desativando os demais.





