A Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) pode pedir, dentro de duas semanas, a reconstituição do assassinato do líder sem-terra Teixeirinha (Diniz Bento da Silva). Ontem, o representante da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Darci Frigo, informou aos integrantes da comissão da OEA que a morte de Teixeirinha teria sido encoberta pela polícia local. Frigo, que ligou de Washington para a Folha, reiterou a acusação de que policiais foram autores do crime.
Frigo disse que a comissão terá um prazo de duas semanas para decidir sobre o assunto. Foram ouvidos a CPT e também o governo brasileiro, através da Secretaria de Defesa de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça. Ele afirmou que se a comissão julgar favorável o pedido, a família e as testemunhas do crime poderão contar a versão que ficou de fora do relatório da polícia. Se o Brasil não realizar o pedido, a OEA poderá divulgar o caso, atualmente em sigilo, para o resto do mundo, como represália.

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