Depois de quatro dias e mais de 40 horas de interrogatório, deveria encerrar ontem à tarde o depoimento do diretor do Instituto Médico Legal (IML), Francisco Moraes e Silva. Cem perguntas foram feitas ontem pela defesa do julgamento do caso Evandro Ramos Caetano, no Fórum de São José dos Pinhais. A próxima testemunha a ser ouvida pela promotoria será a odontolegista Beatriz França.
Entre outras afirmações, o diretor do IML comentou ontem o fato de que os dentes rosados, encontrados no cadáver do menino, não são característica exclusiva da morte por asfixia.
Outra declaração da testemunha foi sobre o saco plástico encontrado no local do crime 13 dias após, contendo sangue e a água. Segundo ele, o material estaria em acelerado processo de putrefação, com as substâncias alteradas.
Para compensar o cansaço dos jurados, no julgamento que já é o mais longo da história do Brasil, eles serão homenageados hoje com uma cesta de Páscoa para cada um, segundo antecipou o escrivão Arlindo Lichtenfels.
Ele disse que é uma forma de recompensá-los por não terem podido encontrar familiares e amigos no feriado. A surpresa estará no início da manhã em frente à porta dos quartos dos jurados, que estão hospedados na Sede Campestre do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, em São José dos Pinhais.

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