Ocupações irregulares atrapalham
Além do diagnóstico da Bacia do Ribeirão Jacutinga, parte dos R$ 1,3 milhão repassados pelo Pool à Fundação Universidade Estadual de Londrina (Fauel) era destinado à recuperação de mata ciliar. Segundo a promotora de Defesa do Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, o trabalho foi feito com sucesso nas áreas rurais da bacia, mas na rede urbana esbarrou nas ocupações irregulares.
''Enquanto não houver a retirada desses ocupantes, fica complicado trabalhar a revitalização da bacia. São 5 mil pessoas habitando irregularmente'', afirmou, ponderando que existem outros problemas ambientais na parte urbana da Bacia do Jacutinga, como despejo irregular de esgoto e lançamento de dejetos industriais tóxicos.
O secretário de Meio Ambiente de Londrina, Gerson da Silva, disse que o Município está dando continuidade ao programa de recuperação de fundos de vale, que no caso do Ribeirão Lindóia, começou com a construção do Lago Norte. ''Agora vamos dar sequência pelos outros pontos. Não podemos esquecer que temos 70 anos de degradação ambiental e consertar isso - com desassoreamento, retirada de famílias - custa caro'', argumentou.
Silva lembrou que a população colabora com a degradação dos rios atirando lixo nos mesmos, o que é crime ambiental passível de punição se a pessoa for flagrada. ''Com o assoreamento, o Lindóia subiu bastante na última chuva. Nós ficamos agredindo a natureza e ela se vinga'', observou.(V.N.)





