Casos como o dos dois amigos são mais comuns do que muitos podem imaginar. A vice-presidente do Conselho Tutelar da Zona Norte, Rita Bastos, revelou que recebe, em média, um caso por dia envolvendo desaparecimento ou fuga de crianças e adolescentes que suas casas em Londrina ou que chegam à cidade vindos de outro lugar. As causas do problema, segundo ela, são as mais diversas: pobreza, desestruturação familiar, uso de drogas, violência doméstica ou simplesmente o desejo adolescente de sair em busca de alguma coisa.
Por ser uma cidade-pólo para a região, a conselheira apontou que o município deveria criar um serviço de abordagem com a atuação de um educador do adolescente de rua para tentar reinserí-los em suas famílias. Ela lembrou que Londrina conta com o Sinal Verde, que atua com esse tipo de adolescente, mas observou que o trabalho do educador é mais individualizado.
Outra dificuldade apontada pela conselheira é que em Londrina também não existe mais uma casa-abrigo para atender adolescente acima dos 12 anos. A Casa Abrigo Santiago, que cumpria essa função, interrompeu suas atividades há algumas semanas.

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