A Prefeitura de Londrina ainda não conta com um programa de logística reversa e os cidadãos ou empresários que quiserem descartar materiais especiais ou perigosos têm que levar cada tipo de resíduo a um lugar específico. Medicamentos fora do prazo de validade, por exemplo, são recolhidos em algumas redes de farmácias; pilhas, baterias e lâmpadas em lojas que vendem esse tipo de produto; pneus são recebidos por uma revendedora de peças de motocicleta e por uma representante da Reciclanip, empresa especializada em reciclagem de pneus; e eletroeletrônicos podem ser entregues na ONG E-Lixo.
Segundo o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema), Vinicio Bruni, a demora na elaboração dos planos e na implantação dos programas previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos reside no fato de que cada setor da cadeia produtiva apresenta um plano específico. Isso faz com que a logística reversa seja implantada gradualmente.
Os municípios, ressaltou Bruni, não têm obrigação de implantar programas de logística reversa. Por lei, o recebimento dos materiais é de responsabilidade do fabricante. "Os municípios têm obrigação de fiscalizar e articular para que a logística reversa funcione bem. Mas iniciativas como a de Ibiporã são muito boas e um exemplo que deveria ser seguido porque aumenta o volume de resíduos e proporciona aos empreendedores trabalhar com grandes quantidades. Se bem ordenado, o produto deixa de ser lixo e passa a ser matéria-prima."
Segundo a Secretaria Municipal do Ambiente (Sema), a fiscalização da destinação de resíduos especiais acontece esporadicamente, em fiscalizações programadas a estabelecimentos de cada setor, com base em denúncias ou com base no Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS). Este documento é entregue ao órgão ambiental no momento de abertura da empresa e a cada 12 meses, quando é renovado. No PGRS, a empresa geradora de resíduo perigoso deve informar como é feita a destinação desse resíduo e cabe a Sema checar a veracidade dessas informações. "As empresas devem entregar os comprovantes de entrega dos materiais a empresas capacitadas a dar a destinação correta e é com base nesses comprovantes que podemos identificar possíveis irregularidades", disse a geógrafa do setor de Resíduos Sólidos da Sema, Mariza Pissinati.
Os londrinenses que tiverem dúvidas sobre a forma correta de descarte de cada tipo de resíduo, pode entrar em contato com a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) pelo telefone 3379-7900. (S.S.)

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