A Irmandade da Santa Casa de Londrina (Iscal) entregou oficialmente na manhã de ontem a ordem de serviço para a conclusão das obras e para a realização de reforma do anexo do hospital. A partir da assinatura dessa ordem de serviço a construtora tem 15 dias para assumir o comando da obra e a expectativa é que seja concluída em 12 meses.
A obra teve início em 1993, foi paralisada em 2004 e novamente há cerca de dois anos. O prédio já está com 65% de sua execução concluída. Na edificação é possível observar que os dutos de ar-condicionado já estão instalados; alguns quartos receberam encanamento para a passagem de oxigênio e as paredes de alguns cômodos estão pintados, mas o piso ainda não foi instalado e faltam os acabamentos. A interligação entre o prédio antigo e o prédio novo ainda está apenas com a sua estrutura de ferro concluída e no pátio interno haverá a implantação de um jardim que servirá de área de convivência e que será coberto.
O projeto arquitetônico foi elaborado por Nelson Giácomo no início da década de 1990. "É um projeto de qualidade e flexibilidade atualizada. Naquela época ele concebeu um projeto arquitetônico flexível e o edifício será ecológico, que demandará o menor consumo possível", afirmou o superintendente da Iscal, Fahd Haddad. Segundo ele, o prédio terá aquecimento de água por energia solar, reuso da água de chuva para resfriamento de ar-condicionado e reaproveitamento da água do banheiro e do lavatório. "Teremos uma estação de tratamento de água para ser reutilizada em vasos sanitários", apontou.
O valor do contrato será na ordem de aproximadamente R$ 12 milhões, verba da União que quase foi perdida. O governo federal chegou a cogitar a retomada de todos os recursos que não estavam sendo utilizados.
Haddad destacou que dos 191 leitos atuais a Santa Casa passará a contar com 391. "Alguns desses leitos serão flexíveis e possibilitarão múltiplos usos. As salas cirúrgicas passarão de 9 para 17 e as UTIs aumentarão de 36 para 74 vagas", acrescentou. O hospital, que possui 1.611 funcionários, contratará outros 700 profissionais, dos quais 60% serão do setor de enfermagem. Para a compra de equipamentos e mobiliário existem recursos de R$ 17 milhões disponíveis para o hospital, dos quais um terço já está nas mãos da entidade. Já foi realizada a aquisição de dois equipamentos de radiologia.
O engenheiro e gerente do Grupo Thá, Ricardo Kitamura, afirmou que a construtora entregará a obra no prazo estabelecido de 12 meses. "Realizamos obras hospitalares em todo o Brasil. Executamos de um a dois hospitais por ano. Atualmente estamos construindo um hospital em Campo Grande (MS) e outro em Rondonópolis (MT)." Questionado se muita coisa havia se deteriorado pela obra ter ficado parada muito tempo, ele ressaltou que apenas algumas peças metálicas sofreram perdas, mas nada muito significativo. "Nós temos orgulho de participar de uma obra como essa. A Thá já faz parte da história de Londrina. Foi ela que construiu a antiga estação ferroviária da cidade (atual Museu Padre Carlos Weiss) e também foi responsável pela implantação da estrutura de água e esgoto do centro da cidade", relembrou.

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