Obras realiza limpeza para tentar conter alagamentos no Igapó 2
Comerciantes relatam que impactos da chuva são frequentes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
Comerciantes relatam que impactos da chuva são frequentes

A Secretaria Municipal de Obras de Londrina realiza a limpeza das áreas mais críticas do sistema de drenagem do Igapó 2 (zona sul) na tentativa de minimizar os impactos causados pelas chuvas - que se tornam mais frequentes com o início da primavera - nas vias que margeiam o lago. O trabalho teve início na semana passada e nesta quarta-feira (10), está concentrado na região do Aterro.
Administradora de um restaurante na Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, Yasmin Monique Lima de Souza afirma que os alagamentos já são considerados normais por quem vive na região, já que ao menos duas vezes por ano a água sobe e atinge comércios e residências. Funcionando há 12 anos na mesma rua, o estabelecimento foi transferido para outro espaço em um ponto mais alto há cerca de sete anos. Entretanto, o transtorno continua.
Ela relata que já viu a água chegar a quase três metros de altura em dias de chuva mais volumosa, cobrindo os carros estacionados na rua. “As pessoas perdem muitas coisas porque a água entra dentro de casa”, afirma, detalhando que os casos são mais frequentes nos meses de setembro e março, o que já coloca todo mundo em estado de alerta. “Quando o lago começa a subir, a gente já vai tirando as coisas da rua”, explica.

Resíduos vão para o CTR
Nesta quarta, por volta das 9h30, no Aterro, uma equipe avaliava as possibilidades e como fazer a retirada dos resíduos do fundo do córrego Ribeirão do Cambé com auxílio da escavadeira. Uma parte do córrego já tinha passado pela limpeza, mas o outro trecho, próximo à rotatória das avenidas Maringá e Ayrton Senna da Silva, contava com uma moita de bambu, o que dificultava o acesso do maquinário.
Em nota, a Prefeitura de Londrina disse que não há prazo estabelecido para a conclusão dos trabalhos. Os resíduos retirados do córrego foram depositados nas margens, mas, também segundo a prefeitura, devem ser encaminhados para o CTR (Centro de Tratamento de Resíduos) de Londrina.
O proprietário de um estabelecimento comercial na Joaquim de Matos Barreto, que preferiu não se identificar, afirma que a limpeza dos córregos ajuda a minimizar os impactos, mas que o problema vai seguir atrapalhando a vida de quem mora ou trabalha na região. Ele lembra que em anos anteriores, a água avançou para dentro do estabelecimento, fazendo com que perdesse grande parte dos móveis e equipamentos de trabalho.
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Ele garante que não está “desmerecendo” a tentativa da prefeitura de trazer uma resposta ao problema, mas opina que apenas o desassoreamento completo dos lagos 1 e 2 poderia trazer resultados positivos e definitivos. Na visão dele, essa seria uma obra “faraônica”, o que dificulta uma ação prática.

Outros serviços
Além de recolher os materiais que dificultam o fluxo dos corpos d’água, a prefeitura detalhou que outros serviços também estão previstos na manutenção, como a retirada das Leucenas, que não pertencem à flora nativa e prejudicam o desenvolvimento de plantas locais. Essas ações contam com autorização da Sema (Secretaria Municipal do Ambiente).
“Também estamos removendo todo o lodo, galhos e bambuzais. Com muito cuidado, está sendo refeita a contenção, e será feita uma semeadura de grama para conter os taludes e melhorar o fluxo de água do Igapó 3 até o Igapó 2, reduzindo os alagamentos na região da Rua Professor Joaquim de Matos Barreto. Tudo isso faz parte de um grande projeto de melhoria da drenagem urbana de Londrina”, detalhou Otávio Gomes, secretário municipal de Obras, em entrevista ao N.Com


Jéssica Sabbadini
Repórter com atuação na cobertura local.




