As obras do Jardim Flores do Campo, na zona norte de Londrina, estão paradas há pelo menos quatro meses. Orçada em R$ 82,8 milhões, a entrega das 1.218 unidades estava prevista para janeiro de 2017. A construção iniciou em 2013.
Um ex-funcionário da construtora Fórmula, responsável pelo empreendimento, que prefere não se identificar, contou que os trabalhos foram suspensos aos poucos, até pararem completamente há uns quatro meses. A maioria dos trabalhadores da empresa foram demitidos e as empreiteiras contratadas se retiraram do canteiro de obra.
Ele disse que pelo menos oito ou nove empreiteiras ainda esperam receber o pagamento. "Uma empreiteira com uns 150 funcionários, por exemplo, não consegue tirar do bolso dinheiro para pagar os funcionários. Eles vão embora", contou.
O ex-funcionário ainda tem esperança que a obra seja retomada. "Dava até um desânimo andar por aquele canteiro vazio", desabafou. Segundo ele, falta iniciar a construção de 219 unidades.
O Ministério das Cidades informou que o fluxo de pagamento para os empreendimentos Minha Casa, Minha Vida em Londrina estão regularizados. A Caixa Econômica Federal, responsável pelo acompanhamento da execução das obras do programa, informou por e-mail, que "a Caixa está adotando as medidas necessárias para promover a substituição da construtora originalmente contratada, dado seu inadimplemento contratual."
A FOLHA tentou contato com a construtura Fórmula em Curitiba, mas ninguém atendeu as ligações. As obras do Residencial Alegro Village, na zona sul, estão em andamento. Quase 50% da obra já foi executada, de acordo com informação da Caixa. (A.M.P.)

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