Obras paradas e falta de equipamentos
Londrina - Rachaduras, infiltrações, vidros e portas quebradas são facilmente observados por quem passa pelos corredores do IML de Londrina. Na recepção, calhas entupidas e o forro danificado contribuem para o aparecimento de goteiras. Segundo informações obtidas pela reportagem, o prédio alugado está com os pagamentos em atraso há um ano. A nova sede que começou a ser construída na Avenida Dez de Dezembro no início de 2014 deveria ter sido entregue no início deste ano. Por enquanto, não há previsão para a retomada dos trabalhos. "Vamos levando da forma que conseguimos. Compramos lâmpadas, fechaduras e nos reunimos para fazer os pequenos reparos", relatou.
A equipe de Londrina conta com duas viaturas locadas e um veículo próprio repassado ao instituto, porém sem contrato de manutenção. "As licitações são feitas em Curitiba. Os produtos comprados chegam todos de lá. Quando uma lâmpada queima, precisamos ir até a capital, mas o carro utilizado pelo [setor] administrativo não tem manutenção. Nós é que fazemos troca de óleo, consertos... Até emprestamos pneus de Apucarana para viajar!", afirmou. Em Apucarana (Centro-Norte), funcionários confirmaram o fato. "O nosso estepe ainda está por aí [em Londrina]. Aqui em Apucarana contamos com a ajuda do Conselho Comunitário de Segurança e de outros órgãos para realizar a manutenção", disse. A sede possui espaço reduzido e haveria necessidade de construir um novo local com salas específicas para o atendimento a vítimas de abuso sexual. "Conseguimos fazer uma sala para as crianças, mas a estrutura é pequena."
Já as obras do novo IML de Maringá foram concluídas no primeiro trimestre do ano passado. No entanto, o espaço não foi ocupado por conta da falta de equipamentos. "O prédio está pronto, já temos alguns equipamentos, a mobília, o aparelho de Raio-x, mas falta vir a mesa de necrópsia e fazer os últimos ajustes", informou um funcionário.(V.C.)





