A família da dona de casa Isabelly da Silva Cardoso é uma das moradoras da ocupação do residencial Flores do Campo (zona norte) e está apreensiva com a possibilidade de reintegração de posse - já determinada pela Justiça, mas sem data para ser cumprida . "Pagava aluguel no Jardim Catuaí, mas o meu marido perdeu o serviço e como não tínhamos condições de arcar com as despesas, acabamos nos mudando para cá", conta ela, que tem dois filhos pequenos, está grávida e sofre de uma doença rara.

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O presidente da Cohab-Ld, Luiz Cândido de Oliveira, ressaltou que o Grupo de Trabalho dedicado a resolver esse problema se encontraria novamente nesta semana. "O grupo deve contribuir com alternativas para evitar confronto desnecessário entre famílias e policiais. A obra é do governo federal e a Cohab não tem autonomia sobre o empreendimento. O papel da Cohab-Ld é a seleção de famílias cadastradas", afirmou.

O Flores do Campo, projeto de 1.200 apartamentos, teve suas obras iniciadas em 2013 e previsão de entrega para 2015, mas a construtora alegou atraso nos repasses e não deu continuidade. A Caixa afirmou na época que houve mudança no formato de repasse de recursos, e que tudo foi feito dentro da lei. Logo em seguida a obra foi ocupada por centenas de pessoas. O Alegro Villagio, na zona sul, teve sua construção iniciada em 2009 , com previsão de entrega para outubro de 2017, mas a construção foi paralisada em função do descumprimento dos prazos da construtora. A Caixa possui a posse do empreendimento e tem custeado segurança monitorada para evitar ocupações.

O prefeito Marcelo Belinati informou que por conta da falta da construção de unidades habitacionais populares, o número de invasões aumentou muito, passando de 300 famílias em 2012 para mais de 4 mil famílias em 2016. "Esse é um grave problema social. O poder público tem que fazer a parte dele, que é construir moradias para famílias de baixa renda." (V.O.)

Imagem ilustrativa da imagem Obras paradas continuam sem solução
| Foto: Folha Arte
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