O governo do Estado deve retomar até o final de outubro a construção de galerias de águas pluviais no Parque das Jaboticabeiras, em Umuarama. A obra, paralisada há mais de três anos, é fundamental para conter o assoreamento do Rio Piava, o manacial que abastece a cidade.
Segundo o prefeito Fernando Scanavaca (PPB), a Superintendência de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Suderhsa) vai abrir dia 15 de setembro a licitação para escolha da empreiteira que executará o serviço. A construção de aproximadamente 6 mil metros de galerias no bairro vai custar R$ 350 mil.
Em junho, a prefeitura construiu lagoas de contenção de enxurradas numa das nascentes do Piava perto do Parque das Jaboticabeiras. A prefeitura tem pressa em concluir as obras porque as chuvas deste ano já provocaram quatro colapsos no sistema de abastecimento de água.
Quando chove muito, toneladas de terra descem para o rio, obrigando a Sanepar a parar a captação e retirar a areia acumulada no reservatório. O último colapso deixou a cidade quase 24 horas sem água. A capacidade de reserva da Sanepar na cidade é de 7 milhões de litros, mais ou menos 12 horas de consumo.
Localizado na cabeceira do manancial, o Parque das Jaboticabeiras é o principal responsável pelo assoreamento e poluição do único manancial em condições de fornecer água aos 85 mil habitantes de Umuarama. Construído pela prefeitura no início dos anos 80, apesar de pareceres ambientais condenando a ocupação urbana na bacia do manancial, o bairro cresceu desordenadamente e sem infra-estrutura.
O projeto de canalização da água da chuva prevê a construção de 7 mil metros de galerias no bairro e lagoas de contenção na cabeceira de uma das principais nascentes do Piava, distante pouco mais de um quilômetro da área urbana. Há três anos, prefeitura e Suderhsa construíram mil metros de tubulação e pararam a obra por falta de dinheiro.
O problema e soluções para salvar o Rio Piava vêm sendo discutidas há mais de 15 anos, mas tudo esbarra na falta de dinheiro.

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