As obras de reforma e ampliação nos hospitais Zona Sul e Norte de Londrina que começaram em setembro de 2006 estão longe de serem concluídas. O governo do Estado vai rescindir o contrato com a construtora responsável pelas obras. Com um novo processo licitatório, a nova empresa que prestará o serviço não deve retomar os trabalhos antes de três meses.
A lentidão nas obras causam transtornos aos pacientes e funcionários das instituições. As obras nos dois hospitais - cujos investimentos estimados eram de R$ 12 milhões - começaram em agosto de 2006 e deveriam ser entregues num prazo de 12 meses. Apesar de ter contrato assinado com o Estado até agosto deste ano, vários problemas ocorreram ao longo da execução das obras, principalmente com o pagamento de funcionários, que interromperam as obras pelos menos três vezes como forma de protesto.
Na segunda-feira, a reportagem esteve nos dois hospitais e não viu nenhum operário trabalhando. O chefe da 17 Regional de Saúde, Adilson de Castro, explicou que a empresa que venceu o processo licitário realizou 60% das obras de ampliação nos dois hospitais. ''Primeiro seria feito a ampliação e depois a reforma. Em função de outros problemas da empresa, hoje ela está sem fôlego financeiro para tocar a obra. Vai ser feito um distrato amigável com empresa e então ser aberto uma nova licitação'', garantiu.
''Tentamos de todas as maneiras manter o contrato, mas não foi possível. Algumas coisas que estavam bem encaminhadas, como a canalização do ar condicionado, já estão sendo terminadas. Acreditamos que é possível passar para a ala nova, nos dois hospitais, até o final do ano'', disse. Castro afirmou ainda que dentro de 90 a 120 dias a nova empresa deve começar a trabalhar.
A diretora geral do hospital, Andreza Daher Delfino Sentone, explicou que desde que o início das obras, toda a dinâmica dos atendimentos precisarou ser readequada. ''Nós tínhamos 53 leitos e reduzimos para 48. A obra pronta vai nos ajudar muito. teremos novas salas de cirurgia, 100 salas de internação e pelo menos 30 leitos a mais.''
Com a média diária de 290 atendimentos, desde o final do mês passado o hospital vem atendendo uma demanda 30% a mais que o normal por conta do fechamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Conjunto Maria Cecília para reforma. ''Teve dia que chegamos a atender mais de 450 pessoas. O atendimento está muito mais demorado que o normal nesses últimos dias'', comentou Andreza.
Já no hospital da Zona Sul, o diretor geral, Wilson Batini, garantiu que o atendimento não está sendo prejudicado. ''São cerca de 220 pessoas atendidas por dia, essa é a média. Como a obra aqui está sendo feita numa área externa, não estamos sendo prejudicados por falta de espaço ou algo assim'', disse.
A FOLHA tentou contato com a empresa responsável pelas obras, em Astorga, mas ninguém atendeu as ligações.

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