Todas as obras de revitalização do Passeio Público, parque mais antigo de Curitiba, planejadas pela prefeitura terão de ser aprovadas, a partir de hoje, pela Coordenadoria do Patrimônio Cultural, orgão ligado à Secretaria de Estado da Cultura. O Passeio foi oficialmente tombado ontem pelo Conselho do Patrimônio Histórico do Paraná, com base na lei estadual 1.211 de 1953.
Segundo a chefe da coordenadoria, Maria Luiza Marques Dias, o tombamento garante que as principais características do Passeio Público sejam preservadas. Para ela, no entanto, o projeto de revitalização, que tenta mudar a má imagem atribuída ao Passeio, não deve ser alterado. ‘‘Ele contribui para o fortalecimento e deve ser aprovado pela coordenadoria’’, adiantou.
Entre as medidas de revitalização propostas pela prefeitura para 1999 estão a modificação do pavilhão das aves, a transformação do ofidiário em coreto, conforme o projeto original, e a construção de outro ofidiário. Maria Luiza acredita que tais medidas não devem alterar significativamente as características do parque.
A curadora do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, Rosina Parchen, acredita que o tombamento, feito a pedido do Ministério Público, irá valorizar ‘‘bastante’’ a área. Ela mantém esperanças que a medida ajude, inclusive, a pulverizar a impressão de que o parque é um lugar mal frequentado, em especial por causa das prostitutas que trabalham nas redondezas.
Ao contrário do que se acredita, segundo Rosina, o tombamento não inibe determinadas ações, consideradas destrutivas, a princípio, como o corte de algumas árvores, desde que aprovadas pela Coordenadoria.
Além do Passeio Público, foram transformados em Patrimônio Histórico o conjunto de prédios da reitoria da Universidade Federal do Paraná, o Cine Teatro Ouro Verde, em Londrina, a antiga sede da Prefeitura de São João do Triunfo, a Igreja Ucrâniana, em Antonio Olinto, a Igreja Nossa Senhora do Pilar, em Antonina, a Casa Eufrida Lobo e a Antiga Alfândega, em Paranaguá.

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