Curitiba Os veranistas do Paraná terão que conviver mais uma vez, neste ano, com problemas graves como a falta de água, constantes alagamentos e calçadas destruídas pela ressaca. O governo informou ontem que somente no final de 2004 os veranistas e moradores do Litoral deverão estar usufruindo de uma nova infra-estrutura, bancada pelo Estado e municípios. As obras e projetos fazem parte da ''Operação Verão 2003/2004'', que incluem ampliação das redes de abastecimento e de esgoto e reformas.
Em Matinhos, segundo o presidente da Sanepar, Caio Brandão, a rede de captação de água está sendo ampliada de 400 litros por segundo para 800. Ele disse que 70% dessas obras já estão concluídas, e foram gastos até agora R$ 14,2 milhões. Em Morretes, 77% dos trabalhos na rede de abastecimento foram executados, ao custo de R$ 3,1 milhões. Em Guaraqueçaba, 69% das obras na rede de abastecimento estão prontas. O valor gasto é de R$ 1,3 milhão.
Os trabalhos de drenagem de canais no Litoral também já começaram, e visam resolver os problemas de alagamentos que ocorrem principalmente em Matinhos e Guaratuba. ''Resolver o problema dos alagamentos em Guaratuba, principalmente, é uma preocupação do governo de Roberto Requião (PMDB). E nós vamos dar conta'', disse o presidente da Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), Darci Deitos.
O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, falou sobre o projeto ''Universidade no Litoral'', que prevê a oferta quatro cursos de graduação e quatro de nível pós-médio, ministrados pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (Fafipar) e pelo Cefet-Pr. ''Pretendemos aumentar a geração de empregos e renda na região. Serão cerca de 1,5 mil alunos matriculados.'' A meta inicial é ofertar 480 vagas no primeiro ano de funcionamento.

mockup