Obras no HU têm recursos garantidos
Mauricio Della Barba
De Londrina
A governadora em exercício, Emília Belinati (PTB), assinou ontem, em Curitiba, um decreto de suplementação de verbas que garante o repasse de R$ 1 milhão para as obras de reforma e ampliação do Hospital Universitário (HU) Regional do Norte do Paraná, em Londrina.
Pelo decreto, o governo se compromete a enviar a verba até o final deste ano. Durante a assinatura, a vice-governadora enfatizou que a ampliação do HU é realmente uma prioridade do governo estadual, rebatendo novamente as declarações feitas pelo secretário da Fazenda, Giovani Gionédis. No começo do mês passado, Gionédis disse em Londrina que as obras no HU e da Cadeia Pública não eram prioritárias para o governo.
O mal-estar causado pelas declarações do secretário provocou uma revolta das principais autoridades políticas e sociais da cidade, que chegaram até a pedir atitudes mais drásticas contra Gionédis. Uma moção de repúdio às declarações também chegou a ser discutida na Câmara de Vereadores. Um dia após a declaração de Gionédis, a governadora em exercío afirmou, em depoimento à Folha, que as obras eram prioridades, sim.
O assinatura do decreto também ocorreu um ano depois do governador Jaime Lerner (PFL) ter assinado um protocolo de intenções garantindo as reformas e a ampliação do HU. Lerner, que fez o anúncio dois meses antes de ser reeleito governador do Estado, chegou a negar que o fato teria conotação eleitoreira.
O Hospital Universitário é o principal e maior hospital público do Norte do Paraná e há anos sofre problemas de superlotação e de infra-estrutura. O projeto de reforma e ampliação do hospital é antigo está engavetado desde 1995 e teve recursos incluídos no Orçamento do Estado para 96, mas nunca saiu do papel. O projeto piloto de reforma do HU é orçado em cerca de R$ 30 milhões. Diante das dificuldades econômicas, foi elaborado outro estudo alternativo que prevê um total de R$ 7,5 milhões.
O superintendente do HU, Cláudio Camacho, teve conhecimento da assinatura da suplementação de verba ontem, por intermédio da reportagem da Folha. Camacho se manifestou otimista com o fato. Todo o movimento feito em favor do HU ajuda na liberação do dinheiro. Agora espero que haja um compromisso do governo para dar a continuidade à obra, salientou. Segundo Camacho, o dinheiro necessário para efetivar o estudo alternativo poderia ser repassado gradativamente. A obra tem previsão de duração de cerca de dois anos. Os R$ 7,5 milhões divididos em 24 meses resultariam em um repasse mensal de pouco mais de R$ 300 mil. Isso não é muito, finalizou.





