Israel Reinstein
De Curitiba
As obras de dragagem do Parque Barigui devem atrasar pelo menos mais um mês. Previsto para iniciar em agosto, o trabalho de aprofudamento do lago do parque foi adiado, porque a prefeitura pretende utilizar uma draga especial para executar a obra, que prevê também mudanças no trajeto do rio Barigui. Parte do lago está assoreada e causando mau cheiro.
O secretário municipal do Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, afirma que o equipamento, que hoje está em operação no Rio Tibagi, proporciona maior produtividade. ‘‘As dragas normais jogam o material todo no leito do lago’’, afirma. ‘‘Porém, a que se pretende contratar, de uso marítimo, vai colocar o material escavado há dois quilômetros do lago, sem afetar a vegetação ao redor’’, explica.
Tocchio afirma que, junto ao rebaixamento do leito do lago, serão realizadas as obras pedidas pela Promotoria de Proteção do Meio Ambiente para preservar o jacaré do Barigui (ver texto ao lado). ‘‘Foi elaborado também um projeto especial para fazer com que o rio Barigui corra paralelo ao lago do parque’’, diz. Na beira do rio, será criado um dique, que vai separar as águas. Esse modelo segue o que está em uso hoje no Parque Tingui.
No período de estiagem, a água do rio não vai invadir o lago. No entanto, nas épocas de cheias, o excesso de água vai desaguar dentro dele, contendo enchentes. ‘‘Essa medida vai diminuir o assoreamento, porque a areia arrasta pela água ficar dentro do rio’’, diz. ‘‘Com a mudança, os futuros trabalhos de dragagem serão realizados apenas no rio’’, completa. Tocchio afirma que a última dragagem foi feita há um ano e meio, mas acredita que as futuras terão que ser feitas commaior espaçamento.

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