Telma Elorza
De Londrina
As obras de reforma e ampliação do Aeroporto de Londrina vão sofrer mais um atraso. Agora elas só devem começar a ser feitas no próximo ano, ainda sem data definida. A informação foi passada à Folha pelo superintendente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em Londrina, Lourival Inácio Briana. As obras do Aeroporto deveriam ter sido iniciadas em outubro, mas um problema técnico com o edital de licitação atrasou em mais de um mês o cronograma.
Segundo o superintendente, o atraso agora se deve ao fato da Infraero ainda não ter publicado o nome da empresa vencedora da licitação das obras no Diário Oficial da União, como estava previsto para o começo do mês de dezembro. Briana explicou que a Infraero decidiu adiar a publicação porque isso implicaria no início imediato das obras. ‘‘E o final de ano é sempre complicado nos aeroportos, com muita gente viajando para as festas e férias’’, afirmou.
Briana disse ainda que o adiamento já estava ‘‘mais ou menos previsto’’ e que o novo atraso não deve prejudicar o cronograma da obra, que deve ser completada em dois anos. O superintendente não soube, porém, precisar uma nova data para o início das obras. ‘‘Isto vai depender de Brasília’’, resumiu.
A vencedora da licitação para reforma e ampliação do Aeroporto de Londrina é uma empresa de Manaus (AM), que tem filial em São Paulo. O nome e o valor da licitação ainda não foram divulgados. A proposta mínima era de R$ 4,7 milhões.
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou, na última terça-feira, o projeto do Executivo que doa à União os primeiros 59 mil metros quadrados destinados à ampliação do Aeroporto. Segundo o secretário de Obras do Município, José Righi de Oliveira, a Câmara terá que aprovar – até o final do ano que vem – a doação de cerca de 500 mil metros quadrados que já foram ou estão sendo desapropriados.
Somente a doação do atual sítio aeroportuário – com 709,5 mil metros quadrados de área total e aproximadamente 3,5 mil metros quadrados de área construída – não precisará do aval da Câmara, já que duas leis municipais prevêm a doação: uma de 1960, na época do ex-prefeito Milton Menezes; e outra de 1978, no primeiro mandado do prefeito Antonio Belinati (PFL). ‘‘Só temos que tranferi-la à União, o que deve ocorrer tão logo a equipe de topografia termine o levantamento e cálculos da área’’, afirmou Righi.

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