As chuvas fortes que caíram no último final de semana em Curitiba e região tornaram mais difícil a passagem pelo desvio na BR-116, nas proximidades do viaduto da Rua Marechal Floriano Peixoto. A lama no trecho prejudicou o tráfego e o trânsito ficou lento na manhã de ontem.
A Polícia Rodoviária Federal ainda não tem previsão de quando o trânsito voltará ao normal na área. O desvio foi feito há mais de um mês em decorrência das obras de canalização do Rio Pinheirinho.
O diretor do Departamento de Bacias Hidrográficas da Secretaria Municipal de Saneamento, Aloísio Borek, afirma que as obras devem ficar prontas no prazo de dois meses. ‘‘Neste ano, choveu muito, o que prejudicou também as obras’’. A canalização do Rio Pinheirinho está sendo feita para controlar a enchente da região, explica.
O inspetor Paim diz que as chuvas provocaram a abertura de um buraco na pista. ‘‘Além disso, o trânsito pesado foi para o desvio, que não tem capacidade para suportar o peso dos veículos. O trecho ficou ainda pior’’, explica o inspetor.
Segundo o inspetor, os horários de maior movimento no trecho são entre as 7h30 e 8h30 e das 17h30 às 19h. À noite, a Polícia Rodoviária Federal está fazendo a sinalização do local para alertar os motoristas.
Centro - As chuvas do final de semana também prejudicaram a Rua Vicente Machado, no Centro de Curitiba. O trecho entre as ruas Visconde do Rio Branco e Visconde de Nacar ficou alagado. A água invadiu lojas e garagens de prédios.
As obras realizadas há quase dois anos na rua não conseguiram evitar o alagamento. A prefeitura investiu em toda a obra, incluindo pavimentação e paisagismo, R$ 3 milhões, segundo o secretário de Obras, Augusto Canto Neto.
‘‘O que houve neste final de semana em Curitiba e Matinhos foi uma tromba d’água anormal’’, justificou o secretário. Segundo ele, as galerias foram dimensionadas para receber grande quantidade de água.
As bocas de captação de água (bueiros) da Vicente Machado estão colocadas em intervalos de 20 metros - o espaçamento normal na cidade é de 40 metros. ‘‘Não podíamos colocar as bocas de captação em espaços menores porque há tubulações da Sanepar e Copel’’.
Para o secretário, o problema deste final de semana foi o grande volume de água. Ele diz que a enchente na região diminuiu depois da conclusão das obras. ‘‘A água é logo absorvida pelas bocas de captação, desde que não haja lixo para entupi-las’’,disse.

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