Michele Muller
De Curitiba
A população curitibana espera ansiosa o fim das reformas da Rua XV de Novembro, centro da cidade. Não é para menos: a Prefeitura de Curitiba não está cumprindo com a promessa de ocupar apenas metade do calçadão com as obras. Para que o trabalho esteja concluído no prazo prometido – dia 29 de março, no aniversário da cidade – a reforma precisou ser acelerada, e desde a semana passada ocupa praticamente dois terços da rua, deixando o trecho entre a Praça Osório e a Dr. Muricy quase intransitável.
Ao mesmo tempo em que metade da calçada está sendo pavimentada, no outro lado estão sendo feitas canaletas para a instalação de fios de telefone. No espaço ocupado por cadeiras e mesas de bares, a situação complica ainda mais: o pedestre não conta com mais que 40 centímetros de calçada. As mães com carrinhos de bebês e deficientes físicos precisam desviar as mesas do caminho para poder continuar o trajeto ao longo da rua.
‘‘Nos horários de grande movimento, as pessoas precisam se empurrar para ganhar espaço. Esse trabalho todo deveria ser feito à noite, aos domingos e em feriados’’, opina o segurança Reginaldo da Fonseca, funcionário de um estabelecimento comercial do calçadão.
O vendedor Carlos Bueno acredita que a prefeitura errou ao prometer o fim das reformas em apenas três meses. ‘‘Quando estabeleceram a data de entrega, tinham que ter certeza de que o serviço iria ficar pronto dentro do prazo’’, diz.
Segundo informações da Secretaria Municipal de Obras Públicas, como o trabalho está na fase da colocação de piso, ele não pode ser feito em cada um dos lados da rua isoladamente. A assessoria de imprensa da prefeitura alegou que o esforço em finalizar as obras em tão pouco tempo deve-se a exigências da Associação de Comerciantes da Rua das Flores.
Além da pavimentação, o calçadão vai ganhar um reforço na iluminação, um pista táctil para deficientes visuais, uma ‘‘sala de estar’’, com jardim e fonte, e novas floreiras, bancos e lixeiras. Também estão sendo realizadas ampliações e melhoria das redes de água, esgoto e telefonia.

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