Telma Elorza
De Londrina
Poeira, barulho, máquinas e homens trabalhando. Este é o cenário em dois trechos da Avenida Tiradentes (zona oeste de Londrina), cerca de duas semanas depois da assinatura da ordem de serviço para a readequação da via, o que vai permitir maior fluidez e segurança no trânsito. As obras, que começaram no dia 29 de setembro, ganharam impulso nesta semana. Ontem à tarde, cones de segurança e agentes de Trânsito da Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb) garantiam o tráfego.
Os dois trechos que já começaram a ser modificados são os que ficam na altura do número 330 até a Avenida Maringá, o que corresponde a cerca de 200 metros; e na altura do número 1.575 até a Avenida Arthur Thomas, mais 100 metros. Nestes, a Secretaria de Obras está fazendo a redução do canteiro central. No total, porém, serão realizadas várias modificações na Tiradentes, entre as avenidas Rio Branco e Arthur Thomas, totalizando dois mil metros de extensão.
O secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, explicou que os trabalhos foram divididos em trechos para não prejudicar o tráfego da Tiradentes.
Entre as melhorias previstas estão a construção de rotatóriaS junto às ruas Deputado Nilson Ribas e José de Alencar, e de uma mini-rotatória na altura da Arthur Thomas. Também está prevista a abertura de mais uma pista para quem quer entrar à esquerda, na Avenida Rio Branco. A empresa responsável pelas obras, Construtura Indicon Ltda., receberá R$ 168 mil e têm 90 dias para executar as modificações.
Para quem trafega ou trabalha na Avenida Tiradentes, as obras, por enquanto, representam apenas muito barulho e sujeira. ‘‘Tem horas que é quase impossível trabalhar’’, afirmou a vendedora Cláudia Regina Cortes, 31 anos. Ela admitiu, porém, que compensa suportar o ruído. ‘‘Acho que, no final, vai valer a pena.’’
A poeira é outro fator de reclamação dos comerciantes da área. Segundo a vendedora Josefa de Lima, 64 anos, com as escavadeiras tirando a terra dos canteiros as lojas ficam cheias de pó. Já para a secretária Camila Vanzela, 19 anos, ficou mais difícil atravessar a avenida. ‘‘Eu pego o coletivo no ponto da Praça Dom Pedro I e teve dia que tive que andar pelo meio da rua para atravessar a pista.’’ Mas ambas concordaram que o resultado deve compensar as dificuldades atuais.

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