Obras na praça devem ser adiadas
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sexta-feira, 16 de maio de 2003
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
O presidente da Companhia Municipal de Urbanização (CMTU), Wilson Sella, deve participar da próxima sessão da Câmara de Vereadores, na terça-feira, para discutir a revitalização das praças Rocha Pombo e Floriano Peixoto (área central). Com isso, as obras na Floriano Peixoto, previstas para terem início na segunda-feira, devem ser adiadas.
''Até por uma questão de coerência, que sempre cercou as decisões da CMTU, deveremos esperar'', afirmou o assessor de Assuntos Comunitários da CMTU, Carlos Xavier. Ele reiterou também que a CMTU não pretende entrar em confronto com os artesãos. ''Quando as obras começarem teremos que interditar a praça, assim acho que os artesãos não terão condições de trabalhar. Está fora de cogitação colocar a polícia para tirar as pessoas de lá'', disse.
O prazo dado pela prefeitura para que os artesãos abandonassem a Floriano Peixoto venceu anteontem. Ontem de manhã, o vereador Carlos Bordin (PP), autor do projeto que prevê a permanência dos artesãos nas praças após a revitalização, esteve na Floriano Peixoto. O projeto foi aprovado em primeira votação na quinta-feira. ''A segunda votação será na próxima terça-feira, dia em que Wilson Sella vai apresentar o tal projeto (de revitalização)'', disse.
Também pela manhã, Xavier esteve reunido com 10 dos 17 integrantes da Associação de Artesãos da Rocha Pombo. ''Nós estamos aqui para negociar a melhor maneira para vocês deixarem os locais públicos. Temos aqui três locais onde poderíamos transferir as barracas'', disse Xavier. A melhor opção segundo os artesãos seria um prédio na Avenida Rio de Janeiro.
Os participantes da reunião gostaram do local (que seria mantido pela prefeitura durante um tempo), mas exigiram que a principal proposta deles fosse avaliada pela CMTU. ''Estamos perto do Museu de Artes (antiga rodoviária) e gostaríamos de ficar no estacionamento durante as obras de revitalização. Já tivemos três experiências com locais fechados e nunca deram certo'', disse a presidente da associação, Elza Pereira Trannin.
Para Sérgio Augusto Barbosa, 40, a negociação estaria sendo unilateral. ''Não conseguimos nem ver o tal projeto no papel. Faços bolsas e cintos desde os 11 anos e agora teremos que sair de onde sempre trabalhamos'', lamentou. (Colaborou Adriana Savicki)


