A reforma da rodovia PR-445 - Celso Garcia Cid - no perímetro urbano de Londrina, iniciada no ano passado, complicou a vida da família de Sadao Shirashi, dono da chácara Videira, entre o conjunto Vivendas do Arvoredo e o Shopping Catuaí (zona sul).
Desde que a empreiteira que realiza a obra - Construtora CSO, de Maringá - asfaltou a via marginal em frente à chácara, há cerca de dois meses, a entrada principal dela ficou impraticável para automóveis.
O problema é que, entre a pista marginal e o portão da chácara, restou um espaço de quatro metros de largura com dois metros de declínio; o asfalto no alto e o portão embaixo. Até para subir a pé, o chacareiro e sua esposa Takaka têm dificuldades e precisam fazer grande esforço físico. A chácara, que produz uva e outras frutas para comercialização em feiras, só não ficou ilhada porque tem outra saída pelos fundos.
‘‘O problema é que temos que andar perto de 500 metros pela terra, enfrentando poeira ou muito barro, até chegar ao asfalto da avenida Garibaldi Deliberador, para irmos para o centro’’, reclama Takaka Shirashi. Na chácara moram um filho do casal, a esposa e três filhos. Segundo Sadao, que comprou a chácara há mais de 12 anos, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) do Paraná - responsável pela PR-445 - e a Secretaria Municipal de Obras ‘‘ficam num jogo de empurra-empurra, prometem que vão resolver a questão, mas não resolvem’’.
O supervisor de obras do DER, Elson Miranda, explica que o órgão nada tem a ver com o problema. ‘‘Nosso compromisso na construção da marginal, através do convênio com a Prefeitura, é apenas para a pavimentação da via; o que a empresa contratada está fazendo. Fora da pista, a partir do meio-fio, a responsabilidade é da Prefeitura’’, garante ele.
Miranda diz que conhece o local e o problema do chacareiro. Ele admite que o desnível entre a pista e a entrada da chácara Videira realmente ficou muito acentuado. ‘‘Mas parece que este desnível brusco foi consequência de problemas técnicos com galerias de águas pluviais. O projeto, as diretrizes e a terraplenagem para marginal foram responsabilidades da Prefeitura. A construtora CSO fez somente a pavimentação da marginal’’, comenta o engenheiro do DER.
Segundo Sadao Shirashi, as negociações dele têm sido com o diretor da Secretaria Municipal de Obras, Fernando Farah, que não quis dar entrevista à Folha sobre esse assunto. O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, afirma que não conhece o problema da chácara Videira, nunca esteve lá, mas está aberto a negociações que levem à solução do caso. ‘‘Assim que puder, o mais rápido possível, farei uma visita àquela família’’, diz o secretário. ‘‘Vamos resolver a questão e devolver as condições normais de trânsito para ela em breve.’’

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