Obras na pista: perigo aos trabalhadores
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sexta-feira, 03 de outubro de 2008
Carolina Gabardo Belo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Em menos de uma semana, dois trabalhadores que faziam a recuperação da pista, no km 522 da BR-376, que liga Curitiba a Ponta Grossa, morreram atropelados. Eles prestavam serviço terceirizado para a concessionária Rodonorte, responsável pela conservação do trecho. Além dos profissionais, um caminhoneiro envolvido no primeiro acidente, também, morreu.
Nos dois acidentes, caminhões que seguiam no sentido Curitiba-Ponta Grossa invadiram o canteiro de obras e atropelaram os trabalhadores. Na terça-feira, a vítima foi Rauli Alves Ferreira, 21 anos, e, na quinta-feira, além do trabalhador Antônio Luis de Oliveira, 21, também morreu o motorista do caminhão, que tombou na margem direita da pista, Estefano Neves Szobo, 42.
De acordo com o superintendente da 13ª Subdivisão Policial dos Campos Gerais, Elter Garcia, o local concentra grande tráfego de veículos, pois liga toda a região Norte do Estado a Curitiba. No ponto onde aconteceram os dois acidentes, a situação é mais complicada por conta de obras de recuperação na pista, iniciadas há cerca de um mês.
Os dois casos ficarão sob responsabilidade do 4º Distrito de Polícia de Ponta Grossa. Um laudo técnico do Instituto de Criminalística vai apontar os responsáveis pelos acidentes.
O gestor de Interação com o Cliente da Rodonorte, Sidnei Zanetti, disse que a segurança é uma preocupação constante da empresa. Ele afirma que todos os profissionais, que realizam obras na faixa de domínio da Rodonorte, passam por treinamento, recebem informações sobre sinalização da pista, utilização de equipamentos e outros. "Se ocorre algum problema, uma comissão de análise de acidentes discute melhorias. A comissão também faz a fiscalização constante das obras. Se a equipe for reprovada, eles passam novamente pelo treinamento", explica.
Zanetti afirma que, nos dois acidentes, havia dispositivos de sinalização no local das obras. "Se os usuários respeitassem a sinalização, não aconteceria nenhum acidente", diz.


