Tiveram início ontem as obras de adequação geométrica da Alameda Miguel Blasi (centro), que integram o projeto de revitalização do Calçadão da Avenida Paraná, na área central da cidade. Projetadas pelo Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), as mudanças pegaram alguns comerciantes de surpresa. ‘‘Quando cheguei aqui, os operários já estavam cortando o asfalto com as picaretas. Se acabarem com as vagas para estacionamento, será péssimo para o comércio. Seremos muito prejudicados’’, disse Maria Tereza Marchezini, que tem loja no local há 15 anos.
Josoé de CarvalhoCortesAMA autorizou cortes de flambloyants para que Ippul possa estreitar canteiro central da Avenida J.K. e construir baia de conversão à esquerdaAs obras, que estão sendo executadas pela MJB Engenharia, consistem em alargar a calçada direita da alameda - entre a Rua Professor João Cândido e Avenida São Paulo - em dois metros. Neste local, atualmente, funciona a Zona Azul e os automóveis podem estacionar em posição transversal. ‘‘Aumentar a calçada é uma boa. Agora, se os clientes não puderem mais estacionar aqui, seremos bastante prejudicados e o nosso movimento deve diminuir muito’’, afirmou Clóvis Rossetti, que há 25 anos tem comércio no local.
A assessoria de imprensa do Ippul explicou que os comerciantes foram comunicados sobre as mudanças, em reunião, e não serão prejudicados com o fim do estacionamento. Os motoristas continuarão podendo usar o espaço da Zona Azul, só que os veículos passarão a ser estacionados em posição paralela à calçada e não mais oblíqua. Isto diminuirá em cerca de 25% o número de vagas, mas aumentará a segurança dos pedestres e do trânsito naquela alameda, segundo técnicos do Ippul. As obras, que também mudarão o lado esquerdo da Miguel Blasi, estarão concluídas em duas semanas.
J.K. com Alagoas - Outra mudança projetada pelo Ippul que chamou a atenção dos londrinenses ontem está ocorrendo próximo ao cruzamento da Avenida Juscelino Kubitscheck com Rua Alagoas, no Jardim Canadá (área central). Leitores ligaram à Folha reclamando do recente corte de quatro árvores flamboyants no canteiro central da avenida. A assessoria do Ippul garante que o corte - autorizado pela Autarquia do Meio ambiente (AMA) - foi necessário porque o canteiro está sendo estreitado para a construção de uma baia de conversão à esquerda no cruzamento com a Alagoas, onde será instalado um novo semáforo de ciclo visual. As mudanças objetivam a redução do risco de acidentes e consequente aumento de segurança para pedestres e motoristas.

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