Obras na Maringá causam transtornos
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quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Osmani Costa 
Comerciantes e moradores das proximidades da Avenida Maringá (zona oeste de Londrina) estão se queixando dos constantes congestionamentos da via que, atualmentem passa por readequações. A implantação do projeto, sob responsabilidade da Companhia de Urbanização de Londrina (Comurb), está atrasada em um mês. Estão sendo executados serviços de sinalização horizontal e vertical, instalações de placas e dos sete conjuntos dos novos semáforos de ciclovisual, que proporcionarão a chamada onda verde entre as avenidas Tiradentes e Faria Lima.
Os congestionamentos ocorrem quase todos os dias nos horários de pico, entre 12 e 14 horas, e no horário da saída das escolas e do trabalho, entre as 17h30 e 19 horas. É que esta avenida é uma das principais vias estruturais de Londrina, e concentra grande quantidade de escolas e estabelecimentos comerciais. Além disto, ela é uma das poucas alternativas do trânsito no sentido norte-sul, em linha paralela às avenidas centrais J.K. e Higienópolis. Segundo o Ippul, nos horários de pico trafegam pela Maringá cerca de dois mil automóveis; diariamente são aproximadamente 20 mil veículos.
Está muito difícil entrar e sair da Maringá há cerca de três meses, desde que começaram estas obras que não acabam nunca, afirma a advogada Maria Alice Simões, que reside na região. Além dos constantes congestionamentos e das dificuldades dos pedestres para atravessar a avenida, as pessoas reclamam muito da falta de vagas para estacionar por aqui, diz o funcionário de uma farmácia da Maringá, Jonas Guimarães Júnior.
A primeira fase do projeto de readequações e mudanças no trânsito da avenida Maringá, iniciada em julho, deve estar concluída até o final de outubro, segundo informações da Comurb.
Quando foi iniciada, a previsão do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), responsável pelo projeto, era de que esta fase seria implantada em 60 dias. O presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, admite que as obras estão atrasadas em cerca de um mês e salienta que neste período choveu demais na cidade, dificultando o trabalho de execução dos funcionários da Comurb.
Estas obras são importantes para a maior segurança aos pedestres e motoristas e para a melhor fluidez do trânsito em toda aquela região e para o próprio centro da cidade. Agora falta pouco; em breve tudo estará funcionando bem, garante Mário Stamm Júnior.


