O secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, afirmou ontem que a prefeitura de Londrina irá terceirizar o restante das obras de revitalização da Praça Marechal Floriano Peixoto, na região central. Ele disse que o ritmo da reforma, que teve início em novembro do ano passado, é lento porque os operários da secretaria de Obras são poucos (82 no total) e têm contratos de trabalho de seis horas diárias, o que faz com que saiam do serviço muito cedo.
''Este número de operários é problemático, porque muitas vezes eles têm que atender emergências em outras regiões da cidade. Se tivéssemos terceirizado as obras desde o início, a praça ficaria pronta mais cedo'', admitiu Freitas. O prazo inicial para o fim da reforma era até o Natal.
O secretário informou que a prefeitura pretende finalizar a revitalização em cerca de 40% de toda a área da Floriano Peixoto. A adequação da parte telefônica está pronta e a parte elétrica deve ficar pronta ainda esta semana. Os operários da secretaria também fizeram adequações nos canteiros e retiraram parte do piso (composto de petit-pavet e lajotas de formato ondulado).
Segundo Freitas, na próxima semana o paver (lajotas de cimento) de cor cinza, com detalhes em preto, deverá começar a ser colocado no lugar do piso antigo. O secretário estimou que estas obras devem ser concluídas dentro de no máximo 60 dias. Em seguida, a prefeitura irá fazer uma licitação para que sejam revitalizados os 60% restantes da praça. A empresa vencedora terá que fazer as mesmas adequações: substituição do piso, mudanças nas partes elétrica e telefônica e nos canteiros.
A demora na reforma tem irritado os frequentadores da Floriano Peixoto. A garçonete Maria Inez Xavier disse ontem à Folha que vai à praça quase todos os dias. ''Os operários largam o serviço muito cedo. Dá 16 horas e eles já vão embora. Nesse ritmo, vão terminar quando?'', questionou. O taxista Francisco Lopes afirmou que a retirada dos petit-pavets e das lajotas deixou o piso irregular. ''Muita gente tropeça aí. Outro dia, vi uma mulher cair de joelhos''.
O aposentado João Gomez de Souza disse que a demora na revitalização vai deixando a praça mais suja. ''Nas saídas, tem uns trechos cheios de terra. Quando chove, fica barro, muito sujo. Dá a impressão de que o lugar está abandonado''.

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