A novela que se tornou a duplicação da Avenida Ayrton Senna, iniciada em 2004, na região da Gleba Palhano (Zona Sul de Londrina), pode estar perto do capítulo final. A continuação de uma das pistas no trecho entre a Avenida Madre Leônia Milito e PR-445, que está paralisada há dois anos, deve ser retomada dentro de 30 dias. A informação foi dada pelo secretário municipal de Obras e Pavimentação, Bruno Morikawa.
''Falta pavimentar um trecho com 280 metros de extensão. O serviço deve ser concluído 60 dias após o início do trabalho'', ressaltou Morikawa. ''Antes disso precisamos concluir outras obras que estão em andamento, como a retirada da rotatória da Avenida Tiradentes e do deslocamento de galerias de águas pluviais no Jardim Leonor (Zona Oeste)'', acrescentou.
A retomada das obras será possível porque a Sanepar conclui recentemente ajustes nas tubulações subterrâneas da rede de abastacimento da Sanepar que passam pelo local. ''Havia três tubulações de água bruta que vinha da captação do Ribeirão Cafezal (Zona Sul) até a estação de tratamento da Sanepar na Avenida JK (Região Central). Foram feitas algumas adaptações e reduzimos a rede para duas tubulações para que, se futuramente houver necessidade de reparos na rede, não haja um impacto tão grande naquele trecho entre a Avenida Ayrton Senna e a PR-445. Iniciamos a obra em janeiro deste ano e a concluímos na semana passada'', informou Mara Lúcia Kalinowski, gerente regional da Sanepar em Londrina e Cambé.
O secretário explica que antes de retomar a pavimentação da avenida será necessário fazer uma série de adequações no local. ''Teremos que fazer a terraplanagem, preparar a base do solo para receber o asfalta e construir galerias de águas pluviais. Além disso será necessário construir meio-fio e executar o projeto de iluminação pública'', destaca.
Os usuários da Ayrton Senna destacaram a importância da conclusão da duplicação da via. ''Essa avenida dá acesso a diversas unidades, condomínios e ao maior shopping da cidade localizados na Zona Sul. Por isso é importante garantir a segurança das pessoas que passam naquele trecho'', destacou o comerciante Adriano Cardoso.
''Já presenciei um motoqueiro subindo o canteiro da avenida por falta de sinalização. Tomara que o serviço seja concluído logo'', afirmou a manicure Jaqueline Stress. ''Além da duplicação é necessário instalar iluminação, pois neste trecho é muito escuro à noite'', enfatizou a comeciante Laiane Alves.
Contestações
O projeto de duplicação da Ayrton Senna, que começa entre as margens dos lagos Igapó 2 e 3 e termina na PR-445, teve início em 2003, com um acordo de desapropriação assinado entre o então prefeito Nedson Micheleti e quatro proprietários de terrenos localizados entre a Avenida Madre Leônia Milito e a PR-445. As obras no primeiro trecho começaram em janeiro de 2004, numa extensão de 1.050 metros, entre Rua Bento Munhoz da Rocha Neto (Lago Igapó II) e a Avenida Madre Leônia Milito. Porém, no mesmo ano tiveram início as contestações em relação aos valores que seriam pagos pela desapropriação. O problema se estendeu durante anos.
Em abril de 2008 começam as obras do segundo trecho, compreendido entre a Madre Leônia Milito e a Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445) - total de 900 metros. Durante a realização das obras do viaduto de transposição rodovia, uma adutora de transporte para tratamento de água do sistema Cafezal rompeu diante do peso do aterro necessário para completar a ligação entre as vias.
Em 2010, o proprietário de um terreno entrou com um pedido judicial de reintegração de posse e conseguiu impedir a continuidade da obra. Em 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que o trecho da avenida que passava pelo terreno particular era de uso comum da população. (Colaborou Vítor Ogawa)

mockup