Obras na área de educação terão prioridade
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local 
Ao assumir a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação há menos de um mês, o engenheiro civil Sandro Nóbrega tem usado a técnica de "gastar a sola do sapato" para se inteirar das necessidades estruturais de Londrina e apontar prioridades.
Em entrevista concedida à FOLHA, o secretário frisou que no topo da "lista de tarefas" estão as obras paradas por vencimento de contrato com as construtoras ou por outras irregularidades, como é o caso do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no Conjunto Maria Celina, na zona norte. A obra está com a estrutura praticamente pronta, mas foi interrompida por irregularidades administrativas, em junho do ano passado. Época em que o local já deveria estar em funcionamento, atendendo cerca de 200 crianças entre 0 e 5 anos.
O investimento na obra é de R$ 1.594.323,17 com recursos provenientes do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). "A obra do Maria Celina está sendo relicitada. Devemos terminar todas as obras com prioridade para área de educação, que são as mais urgentes. A Procuradoria (Jurídica) nos dará algumas respostas nesta semana, para que possamos concluí-las o mais rápido possível", anuncia.
De acordo com Nóbrega, cada obra parada está sendo analisada dentro das especificidades e em casos em que não serão abertas novas licitações deverá ser convocada a empresa que ficou em segundo lugar. Em situações de vencimento de contrato, a secretaria estuda uma prorrogação. "Outra obra que merece destaque é a Praça da Juventude. A localizada na zona sul está praticamente pronta, mas a da zona norte a construtora ficou inadimplente e teve o contrato rescindido com a prefeitura. Estamos verificando a providências a serem tomadas para reiniciar essa obra", diz.
Capacidade de funcionamento
Porém, um grande desafio da secretaria de Obras neste primeiro momento é restaurar a capacidade de funcionamento. Para "organizar a casa", segundo Nóbrega, são primordiais a aquisição de equipamentos, como maquinários e veículos para fiscalização e a contratação de mais agentes.
"Não conseguimos com esta estrutura administrar as obras, planejar os trabalhos necessários, gerenciar e preparar projetos. O que temos hoje é insuficiente para o que a cidade precisa. O parque de máquinas está todo sucateado e, por isso, temos que locar máquinas para executar um trabalho. Estamos praticamente inoperantes com as condições atuais", revela, ao ressaltar que atualmente, não existe a possibilidade de contratações. "O município está deficitário e existe um contingenciamento importante em andamento", completa.
De acordo com Nóbrega, o orçamento da pasta hoje é em torno de R$ 90 milhões. Montante insuficiente para tantas necessidades. "Esse valor inclui os convênios para execução de obras e custo funcional da secretaria, que gira em torno de R$ 27 milhões. A contrapartida da prefeitura, de recursos livres da execução de obras é muito pequeno", afirma.
Programação
O Centro da Juventude da Secretaria Municipal de Assistência Social deve sair este ano, assim como a duplicação da Avenida Castelo Branco, que já tem um contrato assinado com o governo do Estado, no valor aproximado de R$ 4 milhões. Além disso, o secretário diz que está empenhado em liberar todas as obras em convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). "A obra do Teatro Municipal está com a primeira etapa em andamento e a duplicação da Avenida Ayrton Senna deverá ser concluída nesse semestre", destaca.
Durante sua permanência na prefeitura, Nóbrega pretende administrar uma secretaria "que Londrina merece". "Prover nossa cidade com obras de qualidade, ter uma relação harmoniosa contratual correta com as empreiteiras que executam obras em nossa cidade para que cumpram esses objetivos e entregue obras dentro do prazo e com qualidade. Isso só vai acontecer mediante uma fiscalização eficiente, contratos, orçamentos e projetos bem feitos."
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