Obras mudam o perfil de municípios
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de maio de 1999
Lúcio Flávio Moura Especial para a Folha 
Depois de passar anos com poucos investimentos na área de saneamento, Foz do Iguaçu, no Extremo-Oeste do Paraná, é um dos dois municípios do Estado onde a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) reivindica o certificado ISO 14.001, o selo de qualidade concedido para empresas com atitude ambientalmente correta.
Não é por menos. Foz do Iguaçu, a exemplo do que ocorre em um grande número de localidades paranaenses (leia nesta página), está deixando de ser um município-problema em saneamento básico para se equiparar aos de melhores indíces do Estado.
Carlos de AlmeidaCornélio ProcópioMunicípio é modelo em gestão de saneamento pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e AmbientalEm dois anos (1998/99) foram investidos R$ 24 milhões em tratamento de esgosto. Até o final do ano que vem, 95% das residências ligados à rede coletora terão esgoto tratado. Em 1997, este índice era de 6%. No ano seguinte já chegava a 56%. Foi uma questão de prioridade para a empresa e todos os projetos foram bem sucedidos, avalia Edgar Faust Filho, gerente da unidade da Sanepar em Foz.
No ano passado foram entregues cinco novas estações de tratamento. As do Jardim Jupira, Beira Rio, Marinha, Pedreira do Boicy e Shalon se somaram as outras duas existentes: Conjunto Aporã e Jardim Europa.
A rede coletora também deu um salto. De 27% de residências atendidas em 97, passou para 56% em 98. Atualmente estão sendo instalados 33 quilômetros de tubulação no Jardim Jupira, Jardim São Paulo, Jardim Elisa, Morumbi I e Morumbi II, bairros banhados pelo Rio Boicy.
Ney de SouzaFoz do IguaçuUnidade da Sanepar reivindica o ISO 14.001, concedido para empresas com atitude ambientalmente corretaNa área de captação, a estação de tratamento do Lago de Itaipu está sendo ampliada. A obra está em processo de licitação e deverá custar R$ 7 milhões. A produção de água potável no módulo passará dos atuais 450 litros para 800 litros por segundo.
O acréscimo garantirá que 98,5% das residências terão água encanada no ano 2000. O 1,5% restante está relacionada a áreas invadidas, informa Faust Filho. A outra estação, a do Rio Tamanduá, está sendo transferida para fugir do crescimento da cidade.
Faust Filho acredita que todos os gastos da empresa terão como consequência a melhoria nos índices de qualidade de vida e de infra-estrutura urbana. Para a atividade turística são dados muito atraentes, lembra o gerente.


