Milton DóriaPonto de partidaFreitas, durante a solenidade: ‘As obras representam mais saúde e qualidade de vida à população’Uma grande festa foi montada ontem à tarde, no saguão da Prefeitura de Londrina, para o anúncio da ampliação da rede de esgoto na Cidade. Além do prefeito Antonio Belinati, diretores da Sanepar, políticos e autoridades, dois ônibus lotados de moradores do parque Ouro Branco (zona sul) foram prestigiar a solenidade e cobrar, ao mesmo tempo, o benefício para o bairro.
Com investimento de R$ 34 milhões, as obras vão aperfeiçoar o tratamento e distribuição de água em Londrina, que já atendem a 100% da população. Mas a maior parte dos recursos serão empregados na ampliação do sistema de coleta e tratamento de esgoto sanitário, que vai passar a atender 80% da população (hoje alcança 60%). As regiões sul, norte e leste serão as maiores beneficiadas.
‘‘Com isso, Londrina passará a ser uma das Cidades de grande porte da região sul do País mais bem atendidas pelo sistema de esgoto. E isso representa mais saúde e qualidade de vida para a população’’, observou o presidente da Sanepar, Carlos Afonso Teixeira de Freitas.
Os recursos, segundo ele, virão dos cofres da União (R$ 2 milhões), da Caixa Econômica Federal (R$ 19,5 milhões), através do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS), e de programas de parcerias promovidos pela Sanepar (R$ 12,5 milhões).


Regiões norte, sul
e leste da Cidade
serão as maiores
beneficiadas


O prefeito Antonio Belinati garantiu que a ampliação da rede de esgoto poderá atingir 20 mil residências. ‘‘Pelo menos 80 mil pessoas que moram em Londrina vão poder trocar a fossa pelo esgoto’’, comemorou o prefeito, que não vai precisar colocar a mão nos cofres da Prefeitura para assinatura do convênio: a contrapartida da município, que seria em torno de R$ 600 mil, será repassada pela própria Sanepar.
As primeiras obras já estão sendo licitadas e devem começar em março, atendendo parte da zona norte. As outras áreas dependem da apresentação de projeto técnico, assinatura do contrato de financiamento e licitação.
‘‘A situação no bairro está horrível, a gente não tem mais lugar para abrir fossas’’, diz a moradora Aparecida Stricker Pereira da Silva, do parque Ouro Branco. Segundo ela, há casas em que quatro ou cinco fossas são abertas no quintal - e o problema ainda não é resolvido. ‘‘O IPTU a gente faz questão de pagar em dia e a vista, para ter o direito, mas até agora nada’’ , diz.
Outro morador do Ouro Branco, Miguel Chanan Costa, lembra que há 30 anos o bairro espera pela rede de esgoto. Segundo Edson Ramos, presidente da Associação dos Moradores do parque Ouro Branco, os dois ônibus que transportaram os moradores foram fretados pela própria associação.

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