A empresa contratada pela Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação iniciou, na última sexta-feira (25), o Plano de Segurança de Barragens do Sistema Igapó. As condições de todas as represas vão passar por uma verificação geral, desde o Parque Arthur Thomas até o Lago 4, para que a estrutura física e saúde das comportas, escotilhas e vertedouros sejam analisadas, além do assoreamento nos corpos d’água.

A etapa de batimetria no Igapó 1, que comporta a Barragem principal, na Rua da Canoagem, foi realizada na tarde desta segunda-feira (28). Um pequeno barco guiado por controle remoto, chamado de ecobatímetro, percorreu o lago para fazer a leitura da profundidade e volume de água em litros. Segundo o secretário de Obras, Otavio Gomes, a cada metro o equipamento dispara uma espécie de “raio ultrassônico”, que também permite calcular a quantidade de lama e resíduos grandes.

Será possível “entender o que está submerso no lago e identificar possíveis objetos de grande escala, para entendermos de fato se o assoreamento é apenas de restos de terra, construção civil e outras coisas mais granulométricas que vêm com as chuvas, ou se de fato nós temos rejeitos, talvez até peças de carros, mobílias que foram jogadas ao longo do tempo”, explicou secretário.

Imagem ilustrativa da imagem Obras inicia análise de segurança das barragens do Igapó
| Foto: Roberto Custodio

METAS

O estudo é necessário por conta da turbidez da água e deve durar entre sete e 10 dias. Contratada pelo valor de R$ 219.800,00, a BSG Consultoria tem 120 dias, até o fim de agosto, para entregar os laudos à Obras. Os relatórios vão embasar o volume adequado de desassoreamento “no momento oportuno que nós formos fazer esse trabalho”, além do estudo da área real do lago, para que o plano de regular o nível com uma comporta seja concretizado.

“Nosso objetivo futuro é transformar esse lago em um nível dinâmico que possa variar cerca de 60 centímetros para mais ou para menos, para nós termos um sistema hídrico eficaz, e, em dias de grande chuva, possamos conter o máximo de água sem transbordar nas ruas da cidade”, almeja Gomes.

O estudo também trará um diagnóstico sobre a segurança das barragens do Sistema Igapó, contemplando as estruturas físicas, de concreto ou gabião, e mecânicas. O secretário explicou que os sistemas mecânicos ficam parados por muito tempo, podendo estar enferrujados quando feitos de aço. No caso da comporta do Igapó 2 rompida em fevereiro, é feita de madeira.

Imagem ilustrativa da imagem Obras inicia análise de segurança das barragens do Igapó
| Foto: Roberto Custodio

No momento, uma ensecadeira está contendo o vazamento de água ao Lago 1. Para se ter uma solução definitiva, um estudo de recomposição está sendo desenvolvido por Carlos da Costa Branco, responsável pelo projeto do Igapó 2, além de medições in loco.

Um sistema de stop logs será construído e utilizado como backup em caso de novo rompimento, explicou Gomes. “É uma comporta temporária na parte do lago mais alto, que é o Lago 2, e outra no mais profundo, que é o Lago 1. Se houver um novo problema, conseguimos bloquear a montante e a jusante, tirar a água de dentro da tubulação submersa com motobomba, e fazer a manutenção sem a necessidade de ficar desesperado, tentando barrar a água do Igapó que está vazando”.

Após a conclusão do projeto, a Secretaria iniciará o processo de contratação com no mínimo três orçamentos. O processo vai aproveitar a situação de emergência sobre o Igapó, decretada em fevereiro, que isenta a necessidade de licitação.

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