Mario cesarCanteiro de obrasNa Avenida JK estão sendo feitos recape asfáltico e instalação de novos semáforos de ciclo visual; ontem o tráfego foi desviado para ruas próximas da avenidaIppul diz que obras
estarão prontas até
início de dezembro e
resolverão problemas Ontem foi mais um dia de transtornos no trânsito da área central de Londrina. O fato já se tornou comum nas últimas semanas: dezenas de pessoas, notadamente motoristas e comerciantes, telefonaram à Redação da Folha reclamando dos congestionamentos e consequente perda de tempo causados pelas obras que estão sendo realizadas pela prefeitura no sistema viário da cidade.
São oito os pontos apontados como mais críticos pelos motoristas. Eles referem-se às obras de sinalização, construção de redondos, instalação de semáforos e recapeamento asfáltico nas principais ruas e avenidas que ligam, nos dois sentidos, o centro com os bairros das quatro grandes regiões da cidade.
Mario CesaO problema atingiu, ontem, principalmente quem trafegou pelas avenidas Juscelino Kubitscheck (JK), Maringá, Santos Dumont e Expressa, além de ruas paralelas e perpendiculares, nos horários de ‘pico’, entre 7 e 9 horas, das 11h30 às 14h30, e das 17h30 e 19 horas. Nestes intervalos de tempo, nas proximidades de escolas, os engarrafamentos foram constantes e longos.
O piores ocorreram nos cruzamentos da Avenida Maringá e nos da Avenida JK, entre as ruas Alagoas e Mossoró (área central), exatamente onde funcionários da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) trabalham na instalação dos novos semáforos de ciclo visual, seguindo o projeto do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Muitas pessoas reclamaram também das mudanças feitas na Rua Alagoas, logo abaixo da Avenida JK, em frente a um colégio particular, na saída para o Jardim Quebec.
‘‘Está muito demorado para atravessar a Maringá. As filas de carros são longas e o tempo do verde é muito curto. Poucos conseguem passar, e o sinal já fica vermelho de novo. Assim, não dᒒ, reclamou o bancário Luiz Adalberto dos Santos.
Já o aposentado João Galão, que reside nas proximidades da Avenida JK há mais de 20 anos, não se conforma com a instalação de um semáforo entre as ruas Mossoró e Eduardo Benjamin Hosken, cujo cruzamento foi recentemente fechado. ‘‘É um absurdo o que estão fazendo aqui. Onde se viu, instalar um sinaleiro no final de uma curva e no início de uma descida. Isto vai travar todo o trânsito, quando o ideal seria liberar para que ele fluísse mais rapidamente. Em vez de melhorar, o risco é conseguirem piorar a situação aqui.’’
As obras que envolvem a construção de redondos, recapeamento de asfalto e alterações em meios-fios são executadas pela Secretaria Municipal de Obras ou empresas particulares contratadas. Quando elas envolvem mudanças em canteiros, retiradas de árvores e ajardinamento, são realizadas pela Autarquia do Meio Ambiente (AMA). E as que tratam de instalação de semáforos, placas indicativas e sinalização horizontal ficam a cargo da Comurb.
O presidente do Ippul, Mário Stamm Júnior, não foi localizado pela Folha porque estava em viagem. O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, está de licença. A assessoria de imprensa da Comurb informa que a empresa está apenas executando o que foi projetado pelo Ippul e que, por isto, não fará comentários sobre o assunto.
A assessoria de imprensa do Ippul explicou que as obras serão completadas até o início de dezembro e resolverão os problemas do trânsito em pontos considerados vitais da cidade. Segundo a assessoria, o tempo do sinal verde para os cruzamentos da Maringá ainda está em fase de ajustes e poderá ser aumentado se houver necessidade, mas sem comprometer a onda verde dos semáforos da avenida, que é preferencial e tem a prioridade. Em relação ao semáforo na JK, entre a Mossoró e Eduardo Hosken, a assessoria garante que haverá uma intensa sinalização que evitará possíveis acidentes.
‘‘As pessoas reclamam porque são muito imediatistas, só pensam no hoje. Elas não conseguem ver os benefícios que virão futuramente, em consequência destas mudanças. É lógico que muitas obras, ao mesmo tempo, trazem alguns transtornos momentâneos. Mas as mudanças fazem parte de um planejamento global e atacam pontos crítico, perigosos, que exigiam ações urgentes’’, justificou a assessoria do Ippul.

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