Curitiba O Aterro Sanitário da Caximba vai receber obras de emergência para garantir por mais quatro anos o acondicionamento do lixo doméstico de Curitiba e outros 14 municípios da região metropolitana. De acordo com a superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Marilza de Oliveira Dias, as obras irão garantir que o aterro tenha condições ambientais de receber 2,4 mil toneladas diárias de lixo.
Para a obra, que irá custar R$ 620 mil, foi dispensada licitação por causa da urgência de se resolver o problema. ''A Justiça concedeu liminares favoráveis a quatro empresas que já estavam desclassificadas por não apresentarem experiência técnica comprovada para execução da obra. Depois a Justiça acatou ação popular contra o edital e determinou a paralisação do processo de licitação. Não podíamos esperar mais. O aterro da Caximba está com esgotamento máximo'', considerou Marilza.
A primeira fase do projeto, que deverá ficar pronta em janeiro, irá contemplar a preparação da área (escavação, impermeabilização, construção de postos de fiscalização, tratamento de chorume resíduo resultante da decomposição do lixo). O novo aterro terá vida útil de quatro anos. ''O projeto está adequado ambientalmente. Estamos projetando tudo, desde um sistema de drenagem de fundo, de gases, tratamento, monitoramento geotécnico do aterro existente, recirculação do chorume até cercamento da área e estruturação do prédio administrativo.''
Os municípios da Grande Curitiba já se comprometeram a fazer uma ampla campanha para incentivar a separação do lixo reciclável. Em maio deste ano, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente multou a Prefeitura de Curitiba em R$ 15 mil por causa de irregularidades no sistema de tratamento do lixo doméstico e do lixo hospitalar, que é depositado em uma vala séptica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Um exame técnico demonstrou que uma certa quantidade de chorume era lançada no Rio Iguaçu. O IAP detectou ainda contaminação do lençol freático pelo lixo hospitalar.
O presidente do IAP, Raska Rodrigues, informou que foi feito um Termo de Ajuste de Conduta com a Prefeitura de Curitiba para que o aterro fosse ampliado. Entre as obrigações do município estão o compromisso de não levar lixo reciclável até o final do ano que vem e a formação de fóruns locais para discutir a reciclagem do lixo.

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