Obras ganham reforço para evitar atraso
James Alberti
De Curitiba
A Petrobrás contratou outras duas empresas para executar no prazo as obras do gasoduto Brasil-Bolívia, que devem ser concluídas até outubro deste ano. A contratação havia sido feita há cerca de um mês, mas não tinha sido divulgada pela Petrobrás. O consórcio ICA/CPC/Etesco, que venceu a licitação para a construção do gasoduto, teve reduzido o trecho de sua responsabilidade. O chefe de Dutos da Petrobrás, Renato Marques de Oliveira, negou ontem que tenha havido atraso no cronograma da obra.
Segundo ele, a decisão de dividir o trecho em construção com outras empresas foi uma decisão estratégica, para evitar que houvesse atraso. Com três empresas fica mais garantido que a obra seja terminada em outubro, afirmou. As duas empresas contratadas, que passam a construir dois trechos do gasoduto, são a SDM, de São Paulo, e a Bueno Engenharia.
O gasoduto, que trará gás para os estados brasileiros de Mato Grosso do Sul, São Paulo e os estados do Sul, tem orçamento total de US$ 2 bilhões. Pelo menos 10% desse valor, conforme Oliveira, representam os custos da construção no Paraná e que iriam para o consórcio ICA/CPC/Etesco. Agora, este valor será dividido entre as três concessionárias, embora o consórcio tenha maior participação que as duas empresas contratadas recentemente, segundo Oliveira.
A fragmentação da construção provocou um pedido de embargo das obras do gasoduto em Fazenda Rio Grande, Região Metropolitana de Curitiba. O prefeito da cidade, Celso Luiz Soares Rocha (PSB), dizia que a Petrobrás não havia apresentado o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) sobre os danos causados pela construção no município. Rocha disse ter pedido o embargo das obras na quinta-feria da semana passada. Antes mesmo de qualquer resposta, uma reunião entre Rocha e Oliveira esclareceu o impasse.
Para Oliveira, o que ocorreu, na verdade, foi uma falta de informação. A empresa é federal e tem licenciamento federal (Ibama). Não existe EIA/Rima municipal, afirmou. Rocha parece ter concordado com o chefe de Dutos da Petrobrás. Ele também acredita que houve falta de informações. Só que tais informações, afirma ele, deveriam ter sido repassadas pela Petrobrás à prefeitura. Ontem mesmo, porém, o prefeito afirmou que tudo estava resolvido.Mais duas empresas foram contratadas para cumprir prazos. Fragmentação da empreitada causou pedido de embargo em Fazenda Rio Grande
Mauro FrassonPedido de embargoTubulações do gasoduto já estavam em Fazenda Rio Grande quando prefeito Celso Rocha pediu explicações sobre Rima





