Arapongas - A pedido da Defesa Civil do Paraná uma comissão de técnicos da Universidade Estadual de Londrina avalia a erosão no interior do Parque das Nações e deverá apontar medidas para solucioná-la. Segundo o coordenador da comissão, o professor de Geociências da UEL José Paulo Pinese, o que aconteceu no local foram eventos de causas naturais, chamados de fluxo de massa e colapsos de solo, mas que foram acelerados pela ação inadequada do homem, como a urbanização do entorno, que reduziu a permeabilidade do solo, e pelos efeitos da rede de esgoto clandestina. "O que aconteceu no local é a ação da força gravitacional. Colapso e fluxo de massa acontecem em matas fechadas, mas com o processo de urbanização no entorno, tem que entender e propor soluções", explicou Pinese. "Tem que agir rapidamente para atenuar a ação do processo e exercer obras de engenharia. Não tem outra saída."
"Estamos fazendo visitas, junto com a Secretaria Municipal de Obras, para montar um cronograma de prioridades e as formas e mecanismos para solucionar os problemas", disse o secretário municipal de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente, Roberto Dias dos Santos. "O trabalho da comissão (da UEL) vai dar um subsídio para que a gente possa definir o que deve ser feito no local."
O secretário municipal de Obras, Pedro de Marco Junior, disse que espera uma orientação da comissão de técnicos da UEL para elaborar projetos e fazer orçamentos das intervenções necessárias e viabilizar a dotação orçamentária, mas adiantou que as obras ficarão para a próxima gestão. "Ali na região tem um problema crônico de drenagem urbana. Já foi arrumado várias vezes, mas tem que por uma nova tubulação, mas faltam recursos. A erosão é parte desse problema de drenagem e só tomei conhecimento um ou dois meses após as chuvas de janeiro, que intensificaram o problema", disse o secretário. (S.S.)

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