As obras de engordamento da faixa de areia, que deveriam amenizar os efeitos das ressacas em Matinhos, ainda não foram iniciadas. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (Suderhsa), as obras estão atrasadas por falta de areia adequada para a deposição na praia. Com nova previsão de início, agora para fevereiro, os trabalhos estão orçados em R$ 1,5 milhão, mas não garantem a solução definitiva do problema.
O projeto prevê a colocação de 300 mil metros cúbicos de areia nos três pontos onde a erosão é mais grave: Praia Central, balneários de Flamingo e Riviera e área norte da Praia Brava. Segundo a Suderhsa, houve atraso na licitação devido ao crescimento da erosão e dificuldades técnicas na realização da obra, como a do tipo de areia mais adequado.
‘‘No local onde estava prevista a retirada foi encontrado excesso de argila na areia, o que diminuiria o tempo útil da obra’’, afirmou o diretor de Engenharia da Suderhsa, Ricardo Augusto Smijtink.
Na verdade, não se sabe ao certo até quando essa medida vai amenizar o problema da erosão, mas com certeza não será a solução definitiva. Os depósitos precisarão ser refeitos periodicamente. O Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná será responsável pelo acompanhamento do projeto, e só depois da deposição poderá ter dados concretos sobre a longevidade da obra. Mesmo assim, Smijtink nega que seja muito dinheiro dispendido em uma medida incerta. ‘‘Só na coleta de lixo no litoral, feita pela Suderhsa no verão, gastamos R$ 3 milhões’’, afirmou.
Na sexta-feira, as empresas encarregadas pela obra deverão apresentar o projeto de uma nova área para retirada da areia que será depositada em Matinhos. (P.G.)

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