Obras em escola começam na segunda-feira
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quinta-feira, 22 de julho de 2004
Guilherme Gouveia<br>Reportagem Local 
Arapongas Começam na segunda-feira as obras de revitalização de uma ala interditada do tradicional Colégio Estadual Emílio de Menezes, de Arapongas (37 km a oeste de Londrina). Desde 1978, época em que foi construído, o prédio nunca foi reformado. Os efeitos do tempo provocaram profundas rachaduras nas paredes, infiltrações, deslocamento de forro, desnível do piso e risco iminente de desabamento. Sem higiene, e muito menos segurança, o prédio foi interditado pela Vigilância Sanitária e pelo Corpo de Bombeiros, e deixou 1,7 mil alunos do colégio sem receber merenda desde o início do ano.
A primeira etapa da reforma tem até prazo para acabar. A ordem de serviço foi assinada nesta semana pelo chefe regional do Departamento Estadual de Construção de Obras (Decon), João Gilberto Sant'Anna, que esteve ontem no colégio acompanhado por uma comissão técnica composta de engenheiros, arquitetos e o dono da Paraná Engenharia, de Apucarana, empresa que venceu o processo de licitação. A construtora, segundo o contrato, tem um prazo de 60 dias para entregar a reforma inicial, que deve consumir cerca de R$ 40 mil destinados pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar).
Segundo a diretora do Emílio de Menezes, Cristiane Cesária Pablos Rosseti, o prédio terá o teto e o piso trocados, algumas paredes derrubadas, os dois banheiros reformados e receberá despensa e laboratórios de química e física. Um refeitório também será adaptado no local. Com a reforma, mesmo que parcial, os alunos terão segurança e conforto para receber novamente a merenda diária. ''A comunidade está muito satisfeita com o início das obras. Estamos resolvendo um grande problema, que era a suspensão da merenda. A escola tem 54 anos e não poderia ficar mais tempo sem fornecer este reforço alimentar'', argumentou Cristiane.
A diretora, no entanto, sabe que os recursos destinados pela Fundepar não serão suficientes para custear todas as despesas da obra. Por isso mesmo, com apoio do Decon e do Núcleo Regional de Educação (NRE), de Apucarana, está reivindicando um aditivo de R$ 20 mil como verba complementar. ''A primeira remessa não será suficiente, o prédio tem rachaduras imensas na estrutura. Com os R$ 40 mil, teremos um pouco mais de meio caminho andado. Mas para finalizar a reforma, precisaremos deste aditivo'', ponderou.
A extensão está interditada desde outubro do ano passado. Os banheiros, precariamente reformados, foram liberados para uso, mas ainda oferecem risco para alunos da instituição.


