As obras de contenção a enchentes feitas pela Prefeitura de Curitiba nos últimos dois anos, a um custo aproximado de R$ 36 mil por dia, passaram no ‘‘teste’’ das fortes chuvas de setembro. No período, segundo dados do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), o volume de chuva chegou a 348 milímetros, quase o triplo da média histórica registrada para o mês de setembro nos últimos 30 anos na cidade, que é de 115 milímetros. ‘‘O escoamento deste volume de chuva mostra que a cidade já tem estrutura para diminuir os prejuízos provocados pelo volume de chuvas’’, avalia o prefeito Cassio Taniguchi.
Um dos maiores projetos da Prefeitura para combate a enchentes é o Bolsão Cajuru, com orçamento de R$ 5,6 milhões. Os primeiros resultados das obras já puderam ser notados: apenas uma área da região foi alagada - e justamente um local de invasão nas cavas do rio Iguaçu, impróprio para moradia.
Cerca de 45 mil moradores do Cajuru começam a ser diretamente beneficiadas com a instalação das três pontes ferroviárias (já concluídas) e de 16 pontes de concreto para carros, revestimento de 4,9 quilômetros de canais afluentes do rio Atuba e pavimentação de 22,3 quilômetros de vias. Todas as obras devem estar concluídas até o final deste ano.
Dentro do bolsão de obras, quatro córregos da região serão canalizados. Dos 4,9 quilômetros de canais que serão revestidos, 3,3 quilômetros ficarão com o leito totalmente revestido com concreto enquanto 1,6 quilômetro receberá revestimento lateral. ‘‘Essas obras vão impedir o assoreamento dos canais, o que é a maior garantia de controle de cheias’’, explica Ricardo Bertinato, diretor de bacias hidrográficas da Secretaria Municipal de Saneamento. Assoreamento é o depósito de areia, terra ou entulho no fundo do rio.
Os córregos que cruzam a Vila Oficinas (da rua Emílio Bertolini), a rua Teófilo Ottoni, Jardim Natália e rua Giostri Sobrinho estão sendo canalizados a um custo de R$ 3,6 milhões. A maior parte dos leitos está sendo desviada para possibilitar a pavimentação de acesso às casas vizinhas aos córregos. O trabalho deve estar concluído até outubro.
Limpeza A constante limpeza das bocas-de-lobo, a dragagem dos rios e as obras de drenagem em áreas como a rua Visconde de Nacar, no Centro, os arredores dos terminais do Boa Vista e Santa Cândida ou alguns trechos da avenida Marechal Floriano, no Boqueirão evitaram os tradicionais alagamentos no mês de setembro.

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