Discussão recorrente quando o assunto é transporte coletivo, finalmente a construção de um metrô vai se tornar realidade em Curitiba. O prefeito Beto Richa (PSDB) assinou ontem em seu gabinete o contrato com as empresas que venceram as licitações para a realização dos estudos que vão mostrar as necessidades das obras de construção do metrô na Capital.
A previsão do prefeito é de que no início de 2010 sejam cavados os primeiros buracos para a construção do empreendimento. A obra deve custar R$ 2 bilhões. O governo municipal deve começar a procurar financiamento para a obra após o término dos estudos anunciados ontem, já que estes vão definir como será desenvolvida a construção da obra. Antes disso, explicou o prefeito, não há como buscar financiadores.
Beto Richa adiantou, porém, que a cidade pode receber recursos do governo federal caso a cidade seja uma das 12 escolhidas para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. Além disso, recursos para obras do metrô podem vir ainda de entidades como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Outra possibilidade é que o dinheiro venha de parceiras público-privadas, ideia já colocada em prática em outras oportunidades pela atual administração.
Ao lado de lideranças da administração municipal, como a Urbanização de Curitiba S.A.
(Urbs), estiveram presentes membros da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O órgão opera trens de passageiros em cidade como Recife, Belo Horizonte e Natal e é a maior financiadora com recursos para a realização dos estudos de impacto do metrô.
No projeto, o modelo de metrô curitibano passa em linhas mais rasas que outros sistemas, correndo por baixo das canaletas dos ônibus biarticulados. A primeira linha vai ligar os eixos Norte-Sul (terminais dos bairros do Santa Cândida ao do CIC Sul), com extensão total de 22 quilômetros. No início das operações, 500 mil pessoas devem utilizar o meio de transporte.
Em poucos dias, o consórcio Novo Modal, formado pelas empresas Trends, Engefoto, Esteio e Vega, dá início aos estudos dos projetos de engenharia da construção do metrô. O consórcio tem 270 dias para apresentar os resultados do estudo - sendo os últimos 60 dias para adequações no projeto.
Trinta dias depois do começo dos estudos de engenharia, dá-se início ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (RIMA), que deve ficar pronto em até 240 dias após o ponto de partida - também com um prazo de 60 dias para revisões. O estudo ambiental será feito pela empresa Ecossistema, vencedora do processo licitatório.
O consórcio Novo Modal fará estudos topográficos, geológicos, hidrológicos, além de realizar os projetos geométrico, de terraplanagem, de obras viárias subterrâneas, superestrutura ferroviária, de edificações, entre outros. Já a empresa Ecossistema vai reunir informações de como a obra do metrô pode interferir no cotidiano da população e como amenizar os possíveis aspectos negativas de uma obra dessa dimensão.
Por outro lado, até que as obras tenham início, a Prefeitura de Curitiba vai desenvolver um estudo para prever a viabilidade econômica e financeira do projeto. Enquanto isso, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) vai avaliar como será desenvolvida a parte visual, semafórica e paisagística do metrô.

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