Depois de muita polêmica e preocupação em torno da interrupção das obras do novo Fórum da Justiça do Trabalho de Londrina, o projeto será retomado na próxima semana. Ontem, a presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9 Região, desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, assinou a ordem de serviço junto à Construtora Guilherme, de Cascavel, que assumiu a obra. O contrato com a vencedora da licitação foi rescindido em novembro de 2007, segundo o TRT, por discordância da metodologia construtiva.
O prédio, de 3,5 mil metros quadrados, está orçado em R$ 4,5 milhões, mas a instalação de todo o complexo (fórum, arquivo e apoio administrativo) na área antes ocupada pelo antigo Instituto Brasileiro do Café (IBC), na Zona Leste, deve custar R$ 7,8 milhões. Os barracões construídos para o armazenamento do grão serão aproveitados como depósitos, arquivo e garagem.
A desembargadora admitiu que o atual prédio da Justiça do Trabalho, na Avenida São Paulo (Centro) esgotou seu potencial. ''Já foi criada a sétima vara para a jurisdição de Londrina, basta ser instalada. O novo fórum terá condições de abrigar até oito varas'', explicou. Atualmente cada uma das seis varas trabalhistas locais recebe em média 1,5 mil novos processos por ano, e mantém de 3 a 4 mil processos em andamento no mesmo período.
Quanto ao local escolhido para a construção do prédio - criticado por alguns por estar distante do Centro - Rosalie acha que tudo é uma questão de acomodação. ''Os usuários vão se habituar à distância'',
O presidente da subseção Londrina da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wilson Sokolowski, lembrou que na década de 70, quando o fórum trabalhista foi instalado no prédio onde hoje funciona a Justiça Federal, na mesma região, foi registrado um volume incomum de arquivamentos e desistências de ações, dada a dificuldade de acesso ao local. ''Temos promessas da administração municipal de melhorias no aspecto viário, esperamos que sejam cumpridas.'' Ele reconheceu, porém, o avanço que a obra significa para a cidade. ''Sempre tivemos prédios adaptados, nunca uma edificação projetada para as necessidades específicas da Justiça do Trabalho.''
De acordo com o engenheiro Marco Antonio Guilherme, sócio-proprietário da construtora que assumiu o projeto, o prazo inicial de entrega da obra é de um ano, que deverá ser cumprido ''se as condições climáticas ajudarem, não faltar recursos financeiros e os projetos técnicos estiverem compatíveis''.

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