A emenda foi pior que o soneto. O que era para ser a solução tornou-se uma problema ainda maior. Os argumentos são dos moradores da Gleba Palhano (Zona Sul de Londrina) que reclamam das obras realizadas no cruzamento das ruas João Wicliff e Bento Munhoz da Rocha. Um trevo e canteiros foram construídos no local para reduzir o risco de acidentes, comuns antes da obra. Mas a falta de sinalização tem feito muito motorista bater no equipamento de segurança.
No início da noite de anteontem, foi a vez do agropecuarista Dionísio Sella, 60 anos, que vinha com a esposa pela João Wicliff sentido Lago Igapó (Área Central). Sem ter passado pelo trecho antes da reforma, o agropecuarista acabou dentro do trevo. O acidente ocorreu por volta das 19 horas e a iluminação também era deficiente.
''Quando vi já tava no meio do entulho. Aquilo ali é um absurdo, não tem uma placa informando nada'', reclama Sella. Segundo ele, tão é problemático o ponto que, enquanto ele estava com o carro no canteiro do trevo, outros dois veículos quase bateram no mesmo ponto. O motorista diz que só não entra na Justiça contra a Prefeitura de Londrina porque precisa usar o carro diariamente. ''Sabe como é, demora muito e não posso ficar sem o carro'', argumenta.
Moradores da região confirmam que o trecho é perigoso e vão além: ''Não melhorou nada, só piorou a situação. Gastaram um bom dinheiro naquilo e não adiantou nada'', reclama o empresário Marco Antônio Sperafico. Ele passa diariamente no trecho e diz que já viu vários motoristas se perderem. ''Para quem desce (a João Wicliff) o canteiro fica em um ponto cego que você só enxerga quando está em cima'', afirma Sperafico.
Depois do acidente, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) colocou fitas em volta do trevo para facilitar a identificação. Segundo o diretor de Trânsito da Companhia, Álvaro Grotti Junior, placas indicando a nova direção das vias também devem ser instaladas para reforçar a segurança.
Groti Junior afirma, entretanto, que há falha dos motoristas. ''Um pouco é excesso de velocidade, do pessoal que desce correndo pela rua. Outro é que muita gente ainda não passou por lá depois das obras'', garante o diretor de Trânsito.

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