A Penitenciária de Segurança Máxima de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, deverá ter os trabalhos reiniciados ainda esta semana. As obras – que deveriam ter terminado no início deste ano – foram interrompidas em fevereiro por causa da insolvência financeira da Coteli Construtora Técnica Ltda, a mesma empresa que iniciou a construção do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico. ‘‘Se não tivéssemos tirado a Coteli daqui, isto viraria um fórum’’, declarou Augusto Canto Neto, secretário de Estado de Obras Públicas.
A Coteli construiu 71% da obra licitada e recebeu R$ 5,2 milhões. Em junho deste ano, foram terminados os levantamentos sobre o que faltava ser construído e uma nova licitação foi realizada em setembro. A Coteli fez um acordo com o Estado e desistiu da obra oficialmente, pagando uma multa de R$ 30 mil por não ter conseguido cumprir o cronograma.
A Sial Construções Civis, que venceu a licitação, terá o prazo de 210 dias para finalizar a obra e receberá R$ 2,78 milhões. ‘‘Talvez a gente gaste um pouco a mais, porque parte do material que estava dentro da obra foi levado. Algumas celas foram arrombadas’’, afirmou Canto Neto. Entre o material que foi furtado estão registros de metal para banheiro e torneiras. ‘‘O local foi realmente arrombado’’, disse Luiz Carlos Rodrigues, engenheiro responsável pela fiscalização da obra.
A nova penitenciária terá 13 mil metros quadrados e capacidade para 560 presos. Ela será de segurança máxima e deverá abrigar apenas detentos de alta periculosidade. ‘‘Aqui é praticamente impossível rebeliões e fugas’’, argumentou Pedro Marcondes, coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Copen). O presídio é composto por oito blocos grandes, com celas com capacidades de um a seis presos. Cada bloco tem um refeitório e um solário diferenciado. ‘‘Isto dificulta o contato entre os presos e inibe as rebeliões’’, destacou Canto Neto.
Para garantir ainda mais a segurança, foram incluídos no projeto original mais R$ 800 mil para sensores e câmeras de vídeo que serão colocados ao longo da unidade. Do montante total, 80% vem do Ministério da Justiça. As obras de restauração e término da unidade começam ainda hoje, quando serão retirados os entulhos.
A Sial Construções Civis é a mesma empresa vencedora da licitação para as obras de recuperação da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. As obras foram orçadas em R$ 1,03 milhão.

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