Obras de penitenciária vão ser retomadas esta semana
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terça-feira, 12 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A Penitenciária de Segurança Máxima de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba, deverá ter os trabalhos reiniciados ainda esta semana. As obras que deveriam ter terminado no início deste ano foram interrompidas em fevereiro por causa da insolvência financeira da Coteli Construtora Técnica Ltda, a mesma empresa que iniciou a construção do Fórum de Curitiba, no Centro Cívico. Se não tivéssemos tirado a Coteli daqui, isto viraria um fórum, declarou Augusto Canto Neto, secretário de Estado de Obras Públicas.
A Coteli construiu 71% da obra licitada e recebeu R$ 5,2 milhões. Em junho deste ano, foram terminados os levantamentos sobre o que faltava ser construído e uma nova licitação foi realizada em setembro. A Coteli fez um acordo com o Estado e desistiu da obra oficialmente, pagando uma multa de R$ 30 mil por não ter conseguido cumprir o cronograma.
A Sial Construções Civis, que venceu a licitação, terá o prazo de 210 dias para finalizar a obra e receberá R$ 2,78 milhões. Talvez a gente gaste um pouco a mais, porque parte do material que estava dentro da obra foi levado. Algumas celas foram arrombadas, afirmou Canto Neto. Entre o material que foi furtado estão registros de metal para banheiro e torneiras. O local foi realmente arrombado, disse Luiz Carlos Rodrigues, engenheiro responsável pela fiscalização da obra.
A nova penitenciária terá 13 mil metros quadrados e capacidade para 560 presos. Ela será de segurança máxima e deverá abrigar apenas detentos de alta periculosidade. Aqui é praticamente impossível rebeliões e fugas, argumentou Pedro Marcondes, coordenador do Departamento Penitenciário do Estado (Copen). O presídio é composto por oito blocos grandes, com celas com capacidades de um a seis presos. Cada bloco tem um refeitório e um solário diferenciado. Isto dificulta o contato entre os presos e inibe as rebeliões, destacou Canto Neto.
Para garantir ainda mais a segurança, foram incluídos no projeto original mais R$ 800 mil para sensores e câmeras de vídeo que serão colocados ao longo da unidade. Do montante total, 80% vem do Ministério da Justiça. As obras de restauração e término da unidade começam ainda hoje, quando serão retirados os entulhos.
A Sial Construções Civis é a mesma empresa vencedora da licitação para as obras de recuperação da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara. As obras foram orçadas em R$ 1,03 milhão.


