O Paraná mantém hoje 43 aeroportos públicos e outros 38 privados - ou aeródromos, com pista mas sem terminal de embarque ou desembarque. Dos aeroportos públicos, apenas quatro - Afonso Pena, Bacacheri (ambos de Curitiba), Londrina e o de Foz do Iguaçu - são administrados pela Infraero. O outros são administrados pelas prefeituras municipais, conveniadas com o Ministério da Aeronáutica.
Além do novo aeroporto de Londrina, a lista de prioridades na área aeroportuária do Departamento Hidro-Aero-Ferroviária é extensa e contempla diversas cidades do Paraná. Uma das obras seria a construção da terceira pista do Afonso Pena, em Curitiba, que teria 3,7 mil metros de extensão e serviria para operação de aeronaves de grande porte. Essa obra deverá ser iniciada em 1999, em conjunto com governo do Estado e Infraero.
Outra obra - que já tem parte concluída - é a construção do novo aeroporto de Maringá, com pista de 2,6 mil metros de extensão por 45 de largura. A obra da pista foi realizada através do Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa). Falta agora a construção do terminal de passageiros, que deve ser iniciada ainda este mês. O novo aeroporto de Maringá pode entrar em operação no final de 1999 (leia na página 2).
Na sequência, segundo o Departamento Hidro-Aero-Ferroviário, será feito o novo aeroporto de Cascavel, com pista de 2,5 mil metros de extensão por 45 de largura. O projeto já está concluído e, no momento, estão sendo realizados os Estudos de Impacto Ambiental (EIA-Rima). A obra será licitada em fevereiro de 1999 e concluída em 2002. Além do novo aeroporto, a pista do atual também está sendo ampliada de 1,4 mil metros de extensão, por 30 de largura, para 1,6 mil metros de extensão (leia na página 2).
Ponta Grossa também deverá ganhar um novo aeroporto a partir de 2004. O projeto já está concluído e prevê o início das obras a partir do ano que vem. A pista terá 2,2 mil metros de extensão por 45 metros de largura.
O engenheiro Germano Valença, chefe do Departamento Hidro-Aero-Ferroviário, ressalta que a idéia do governo estadual, ao estabelecer esse plano de prioridades, é capacitar todos os aeroportos das cidades que fazem parte do anel de integração para operar aeronaves do tipo Boeing. ‘‘Essa é a principal meta do governo’’, afirma.

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